22 de setembro de 2014

A dança das árvores e a beleza da natureza.

 
A dança das árvores e a beleza da natureza.

Em minha casa, o começo de um novo ano escolar significa sempre voltar à rotina. É a mesma rotina que acontece em todo o país: levantar as crianças da cama, certificar-se de que todos tomaram o pequeno-almoço, verificar se a filha mais nova, de cinco anos, tem os sapatos calçados, ver se o cabelo está escovado e os dentes lavados, distribuir o almoço ou o dinheiro para o pagar, pegar nas mochilas e sair apressadamente…

Raramente refletimos nas atividades do dia-a-dia. Como mãe, basta-me estar por perto, e tudo se vai fazendo. As tarefas sucedem-se na minha mente, a cada momento. À exceção de uma manhã recente.

— As árvores estão a dançar, exclamou a minha filha mais nova quando saíamos de casa.

A conversa sobre as árvores dançantes e a sua coreografia continuou durante cerca de dois minutos até que, por fim, ignorei as tarefas, desviei a minha atenção da rotina diária e reparei como o vento soprava forte naquele dia. Oh! As árvores estavam a dançar! E eu estava tão ocupada que não conseguia ver o mundo à minha volta! Comecei a prestar atenção ao movimento das folhas e à beleza das árvores a dançar, e toda a minha concentração se alterou…

Sentir a vida através dos olhos de uma criança de cinco anos trouxe de volta beleza e admiração às minhas manhãs diárias. Dou-me conta muitas vezes de que é fácil perder o sentido do milagre, do maravilhoso da Criação, que eu tinha em criança. O mesmo é verdade sobre a minha relação com o divino. Quanto mais tempo estiver absorta na rotina, tanto maior é a probabilidade de perder parte desse milagre, de esquecer a veneração, a frescura e a paixão.

Foi preciso uma criança para me lembrar de que é necessário parar e dar valor ao milagre da minha relação com a Vida!


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Fonte: Clube das Histórias. Deborah L. Kaufman
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17 de setembro de 2014

O Governador no elevador

 
 humor, histórias
Uma vez eu e mais alguns colegas viajamos, juntos, para participar de uma reunião em outra cidade. Ao chegarmos ao hotel já dava para notar alguma coisa fora do normal, pois havia duas viaturas da polícia militar e alguns policiais bem em frente a porta do hotel.

Registramos nossa chegada e começamos a nos dirigir aos quartos. Nessa hora tem sempre um colega com mais pressa e nesse dia uma colega ficou bem à frente do elevador. Quando a porta abriu já havia três pessoas dentro, deviam ter vindo da garagem. A colega, rapidamente, entrou e disse ao senhor de terno que estava no fundo do elevador: aperta o 4, pois ela estava com as mãos ocupadas para carregar as malas. A pessoa que estava no fundo do elevador era o governador do estado e os outros dois eram seus seguranças.

Enquanto a porta ainda estava aberta deu para ver que um dos seguranças apertou o 4. Como o elevador era pequeno ficamos esperando a volta e rindo da atitude da colega que não reconheceu o governador. Mais tarde, quando fomos ao restaurante, o governador estava jantando, porém ninguém pediu para ele trazer um refrigerante.


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16 de setembro de 2014

A tartaruga no poste: um novo estilo de chefia.

 

Uma tartaruga não consegue subir em um poste e se alguém a coloca em um de lá não pode sair. A tartaruga não tem nenhuma responsabilidade pelo ato de estar em cima de um poste. Tartaruga não pode gritar que quer sair e sua anatomia não permite que tente mudar a situação que se encontra. Somente quem colocou ela em cima do poste pode tirar.

Existem muitos estilos de chefia e agora descobri um novo tipo que é o que se comporta igual a tartaruga no poste. Esse estilo de chefia corresponde a alguém que não tem nenhuma habilidade para ser promovido, não tem vontade de aprender e mesmo assim é colocado em um cargo de chefia. Este tipo de chefe se mantém no cargo, mesmo sendo totalmente inoperante, pois, como a tartaruga, não tem como sair de lá sozinho e credita a responsabilidade pela sua permanência a quem lá o colocou.

O chefe tartaruga no poste sempre diz, quando é cobrado por sua inoperância, que quem o colocou no cargo pode tirar quando quiser e que ele não fará nada para se manter no cargo e nem tem forças para tentar sair. Este tipo de chefe fica no cargo bastante tempo, pois sendo totalmente inoperante não incomoda ninguém, não cobra, não orienta, não ajuda e com o tempo é totalmente esquecido, pois as pessoas aprendem uma forma de sobreviver sem necessidade de qualquer ação desse chefe. Sua permanência também é garantida por quem o promoveu, pois este queria, justamente, que nada fizesse e, com isso, não apresentasse nenhum tipo de contestação ou ideia que venha a provocar trabalho.

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7 de setembro de 2014

8 tipos de chefes chatos e como contornar cada caso.

 
Chefes, Empregados, Histórias

O chefe é sempre chato, mas há casos em que sua chatice se destaca a ponto de todos perceberem, menos o chefe dele. Parece que quando alguém nomeia um chefe não volta atrás, pois isso iria demonstrar que não tem visão ou que pode cometer erros. Eu trabalhei por 25 anos na iniciativa privada e tive muitos chefes chatos e agora estou há 11 anos no serviço público e tenho visto muitos tipos de chefes, caso um com sua chatice. Temos que aprender a conviver com eles, pois sempre que há uma troca de chefe vem um pior ainda, então é melhor se acostumar com o que temos. A lista abaixo descreve os oitos tipos de chefes chatos e como conviver com eles.

1 – Controlador

O controlador é aquele que não delega nada nem compartilha conhecimento – por falta de confiança ou por insegurança acaba concentrando tudo em suas mãos e frustra a equipe.

Antídoto: Se mantenha informado de tudo e reporte tudo o que você está fazendo no dia a dia. Mostre o seu trabalho e ele ficará confortável e tranquilo. Se houver dúvidas, pergunte e mostre para ele o quanto confia no trabalho.

2 – Ansioso

O ansioso, por sua vez, delega, mas fica o tempo todo cobrando. A cada dez minutos pergunta se as coisas estão prontas ou se vão ficar a tempo. Ele é desconfiado e impaciente, tudo é para ontem.

Antídoto: Mantenha o chefe próximo e procure fazer com que ele decida as suas a prioridades.

3 – Militar

Inflexível, adora ditar regras e normas. Muito rígido e severo não deixa ninguém participar das decisões, apenas dispara ordens. 

Antídoto: De uma maneira bem sutil perceber se existe insatisfação, ele tem de perceber que você não concorda com atitude ou com a forma falar. Começa a opinar, tem de sentar junto e pontuar que não se sente confortável e embasar o que falar. O que mais importa é como e quando vai falar.

4 – Inconstante

O inconstante não sabe o que quer. Hoje ele pede um serviço, amanhã a prioridade é outra e depois de amanhã, quem sabe? As opiniões – e os humores – mudam com a mesma frequência.

Antídoto: O inconstante é mais difícil, porque se ele é assim no trabalho ele é assim na vida pessoal. Procure documentar pedidos e opiniões por e-mail ou por relatório. Uma vez que ele mudou de opinião, vá com bastante calma e reapresente o 'documento'.

5 – Ausente

Se você olha para cima e sabe que não tem com quem contar, saiba que tem um chefe ausente. Usualmente, ele não compra a ideia da equipe, não faz os colegas interagirem e se enche de reuniões fora para não ser achado.

Antídoto: Ele geralmente não faz questão de estar no cargo, então é preciso construir uma relação saudável e compartilhar das decisões com ele. É importante mostrar para outras pessoas que ele é o responsável pela área.

6 – Amigão

Se seu chefe é seu amigo que acaba confundindo o lado pessoal com o profissional, muito provavelmente ele é bastante emotivo nas tomadas de decisão e acaba prejudicando a equipe, mesmo conduzindo um bom ambiente de trabalho.

Antídoto: Esse amigo é tão aberto e fica tão à vontade que um café sincero resolve. Apele para o lado afetivo e emotivo, explique que discordar dele não tem nada a ver com gostar ou não da amizade, mas da condução do caso.

7 – Perseguidor

Nunca nada está bom para o perseguidor. Ele manda refazer os trabalhos, mas não dá direção. Só critica – por a mão na massa que é bom, nada. Importante para ele é fazer com que o funcionário tenha a autoestima baixa e não se sinta importante para a equipe.

Antídoto: Se você perceber que o perseguidor tem algum problema pessoal, ou o santo não bate, não tem como combater. Vai gastar energia à toa, melhor trocar de trabalho. Mas se você notar que há insegurança, que ele teme que você tome o lugar, mostre o quanto acredita na liderança dele. Ele ficará tranquilo e seguro com a sua confiança.

8 – Preguiçoso

Pouco comprometido, o desleixado até vai trabalhar, mas, no fundo, ele não está ali. Mais manda fazer do que faz, gosta do status e não chegou lá por mérito. Usa o que a equipe faz em favorecimento próprio, como se ele mesmo tivesse feito ou liderado. 

Antídoto: Documente-se sobre as responsabilidades do projeto e principalmente, é importante tentar se envolver com outras pessoas da empresa para mostrar que aquele trabalho não veio do gestor mas da participação da equipe. Só tome cuidado para não passar por cima da hierarquia.

Você que é empregado reconheceu o seu chefe na relação acima? Você que é chefe se reconheceu na relação acima?  Deixe seu comentário.

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Fonte: Site IG 
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31 de agosto de 2014

Bom humor, exercícios e sono tranquilo fazem bem ao coração.

 
Bom humor, exercícios físicos, Sono e Saúde.

Nossa saúde depende de termos bom humor, pois rir faz bem ao coração. Para ter bom humor é preciso praticar exercícios, o esforço físico libera substâncias que fazem todo o organismo funcionar melhor. Quando o organismo funciona bem o sono também melhora. A conjugação desses fatores torna a vida mais feliz e saudável.

Para ter mais saúde é preciso seguir cinco passos simples que podem ajudar a reduzir o risco de ter doenças cardíacas, afirmam os especialistas em cardiologia preventiva.

1 - Pergunte ao seu médico sobre o que é considerado normal em relação a pressão sanguínea, colesterol e triglicérides e saiba quais são os seus números nessas medidas.

2 - Comece a se exercitar. Caminhar de 20 a 30 minutos alguns dias da semana pode reduzir o risco prematuro de morte em mais de 50%. Atividade física reduz a pressão sanguínea, melhora as taxas de colesterol, diminui o estresse, melhora o sono, beneficia o humor, melhora a cognição e previne a perda de memória.

3 - Ria mais. Em termos de saúde cardiovascular, fazer isso por apenas 15 minutos equivale a praticar um exercício aeróbico por meia hora. Pesquisas também ligam o riso com a redução de dor e ansiedade, com a função saudável dos vasos sanguíneos e com o aumento dos níveis cerebrais de hormônios que melhoram o humor.

4 - Preste mais atenção na circunferência da sua cintura do que no seu peso. Ela é uma medida mais precisa do que o peso porque a quantidade de gordura em volta da cintura é um elo direto com a hipertensão e o colesterol alto, e ainda pode aumentar o seu risco de desenvolver diabetes.

5 - Durma bem e o suficiente. Falta de sono aumenta a pressão sanguínea, induz ao estresse, aumenta o apetite, desacelera o metabolismo, prejudica o humor e piora a cognição.

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Fonte: Site IG
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10 de agosto de 2014

O uso correto dos medicamentos e a influência à saúde.

 
Saúde, Doenças, Medicamentos

Medicamentos são produtos farmacêuticos produzidos com rigoroso controle técnico e que auxiliam na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças. Eles podem ser isentos de prescrição, tarja vermelha – vendidos sob prescrição médica com receita retida na farmácia – ou tarja preta – além da prescrição, a receita é preenchida em um formulário diferenciado e apresenta o alerta “Pode causar dependência física ou psíquica”.

Classificação
Medicamentos de referência são inovações. Após sua descoberta, a empresa registra a patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e garante os direitos exclusivos de produção, exploração e comercialização por um período determinado.

Passado esse tempo, os medicamentos genéricos podem ser produzidos por outras empresas. Mas antes passam por testes que comprovam sua eficácia. Eles têm na embalagem o nome do princípio ativo e uma tarja amarela com a letra G.

Medicamentos similares possuem os mesmos princípios ativos, concentração, forma farmacêutica, posologia, via de administração e indicação que os de referência. Mas, mesmo com a qualidade assegurada, não funcionam como substitutos, pois não passaram por análises que atestassem efeitos iguais aos medicamentos de referência.

Bula
Sempre leia a bula do medicamento quando tiver dúvidas. Fique atento em situações que requeiram cuidados específicos, como gravidez e amamentação. É importante verificar se o produto é de uso adulto ou pediátrico, a dosagem e contra-indicações.

Uso adequado
Os medicamentos podem trazer riscos ao paciente se consumidos de forma errada. Por isso, não consuma medicamentos vencidos e embalagens velhas, nem cápsulas abertas, amolecidas ou endurecidas. Os comprimidos não devem ter farelos na embalagem ou manchas na superfície e só devem ser partidos com recomendação médica.

Evite cremes e pomadas que apresentem mudança de consistência, bolhas, bolor ou água. Não tome soluções, xaropes e elixires com partículas sólidas no fundo do vidro ou presença de bolhas e bolor. Não use supositórios que estejam derretidos ou com rachaduras.

Medicamentos em pó ou em suspensão não podem estar empedrados e devem se misturar facilmente com agitação. Não use quando houver formação de pasta ou placas em soluções e suspensões.

Mantenha os medicamentos na caixa guardados longe da luz, umidade e calor, respeitando a temperatura de armazenamento.

Registro
Lembre-se que todo medicamento deve ter um registro do Ministério da Saúde. Caso contrário, deve ser levado ao serviço local de vigilância sanitária.

Existem farmácias notificadoras capacitadas para comunicar às autoridades sanitárias reclamações dos consumidores sobre reações adversas e queixas técnicas relacionadas a medicamentos. Veja a lista de endereços por estados.

Intoxicação
O medicamento é o principal agente tóxico no Brasil e lidera a lista das causas de intoxicação humana desde 1994, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).
 As classes que mais causam intoxicações são os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos e antiinflamatórios e a maioria delas ocasionadas pela automedicação.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou o Disque-Intoxicação (0800-722-6001) para prestar informações de urgência. A ligação é gratuita. Este telefone está em rótulos e bulas dos produtos regulados pela agência e em avisos indicativos de hospitais, laboratórios e clínicas.


O texto acima pertence ao Ministério da Saúde que publica no intuito de alertar a população para o uso correto dos medicamentos. Os medicamentos devem ser prescritos pelo médico e seu consumo sem indicação pode causar intoxicação ou mascarar os sintomas da doença. 

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9 de agosto de 2014

Dica de leitura: O detetive de Florianópolis.

 
Livro, Literatura, O detetive de Florianópolis

Terminei de ler o livro intitulado O detetive de Florianópolis escrito por Jair Francisco Hamms e publicado pela editoria UFSC. No livro é contada a história, na forma de crônicas, de Domingos Tertuliano Tive, morador de Florianópolis. Domingos estava desempregado, endividado e. como não sabia fazer nada, não conseguia arrumar uma ocupação. 

Domingos estava muito contrariado com a cidade de Florianópolis que não oferecia condições dos cidadãos arrumarem um emprego. Nesse instante seus botões, Domingos costumava conversar com seus botões, lhe dizem que é um malandro e malandros não arrumam empregos. Depois de muito conversa, seus botões lhe disseram que ele devia ser detetive, pois na cidade não havia nenhum e era uma profissão bastante requisitada.

Domingos aceitou a ideia e providenciou um anúncio do jornal oferecendo seus serviços, no anúncio colocou: D. T. Tive, detetive particular. A primeira ligação que recebeu foi de um amigo lhe passando um trote, mas depois foram muitas ligações e, a medida que ia resolvendo os casos foi melhorando de vida e deixando seu escritório muito bem mobiliado e respeitado na cidade.

O livro conta vários casos resolvido pelo detetive e outras histórias, todas com muito humor. O livro é ótimo e de fácil leitura.  

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13 de julho de 2014

O dia mundial do Rock

 
O dia mundial do Rock

Hoje, 13 de Julho, é comemorado o dia mundial do Rock. Sou fã de Rock e por isso vou publicar o vídeo da música "como Vovó já dizia" escrita por Raul Seixas em parceria com o escritor Paulo Coelho. O cantor Raul Seixas era considerado o Rei do rock brasileiro.


-Como vovó já dizia
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
(Mas não é bem verdade!)
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Hum!...

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Minha vó já me dizia
Prá eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas a chuva é minha amiga
E eu não vou me resfriar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A serpente está na terra
O programa está no ar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A formiga só trabalha
Porque não sabe cantar...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Uuuuuuuh!...

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
É tanta coisa no menu
Que eu não sei o que comer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
José Newton já dizia:
"Se subiu tem que descer"
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Só com a praia bem deserta
É que o sol pode nascer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A banana é vitamina
Que engorda e faz crescer...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro...

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Solta a serpente!
Hari Krishna!
Hari Krishna!...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Uhuuuu!...

Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
É tanta coisa no menu
Que eu não sei o que comer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Só com a praia bem deserta
É que o sol pode nascer...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
José Newton já dizia:
"Se subiu tem que descer"
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A banana é vitamina
Que engorda e faz crescer...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Minha vó já me dizia
Prá eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas a chuva é minha amiga
E eu não vou me resfriar...
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A serpente tá na terra
E o programa está no ar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A formiga só trabalha
Porque não sabe cantar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro...




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21 de junho de 2014

Humor. As habilidades exigidas para planejar um assalto.

 
Palavras, Humor, Planejando um assalto

Planejar um assalto exige habilidades como em qualquer outra profissão, na história abaixo os ladrões precisam disfarçar para não chamar a atenção da polícia que se aproxima quando estão discutindo os trâmites de um assalto.

Dois homens tramando um assalto.

– Valeu, mermão?

 Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de chumbo. Pra arejá.

– Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.

– Tá com a máquina aí?

– Tá na mão.

Aparece um guarda.

– Ih, sujou. Disfarça, disfarça...

O guarda se aproxima deles.

– Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.

– Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século dezoito...

O guarda se afasta.

– O berro, tá recheado?

– Tá.

– Então vamlá!

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17 de junho de 2014

A alegria de aprender a ler e entender as palavras.

 
Ler e Escrever, Palavras, Histórias

Em minha opinião quem não sabe ler vive com se fosse desprovido de visão, pois não consegue decifrar as letras e nem as palavras e por isso não pode aproveitar tudo de maravilhoso que há na literatura, além de coisas simples como anotar um endereço, um número de telefone ou uma lista de compras para levar ao supermercado. Na história abaixo, intitulada Tomás aprende a ler, que me foi enviada pelo Clube das Histórias, o autor nos mostra que não há idade para aprender a ler e escrever.

Tomás sabia fazer uma vala com troncos de árvore ou cozinhar uma tortilha, mas não sabia ler. Fazia uma mesa de uma árvore e um xarope da sua seiva, mas não sabia ler. Tomás sabia tratar dos tomates, dos pepinos e das maçarocas de milho, mas não sabia ler. Conhecia as pegadas dos animais e os sinais das estações do ano, mas não conhecia as letras nem as palavras. Um dia disse ao seu irmão, José:

— Quero aprender a ler.

— Já estás velho para isso, Tomás — respondeu-lhe José. — Tens filhos e netos e sabes fazer quase tudo.

— Mas não sei ler — insistiu Tomás.

— Já que queres, então aprende! — disse José.

— Quero aprender a ler — disse Tomás a Júlia, sua mulher.

— És um homem maravilhoso, tal como és — respondeu Júlia, fazendo-lhe uma festa.

— Mas ainda posso ser melhor — replicou ele.

— Então aprende! — disse a mulher, a sorrir, enquanto tricotava. — Assim, poderás ler para mim.

— Quero aprender a ler — disse Tomás ao seu velho cão pastor.

O cão fitou-o e depois deitou-se no tapete a seus pés. Tomás começou a pensar: “Como é que vou aprender a ler? O meu irmão não me pode ensinar. A minha mulher não me pode ensinar. Este cão velho também não me pode ensinar. Como é que eu vou aprender?” Pensou durante algum tempo até que, por fim, sorriu.

No dia seguinte, levantou-se ao nascer do sol e fez o trabalho da quinta. Depois do trabalho, lavou a cara e as mãos, penteou o cabelo e a barba, e vestiu a sua camisa preferida. Comeu umas torradas e preparou uma sandes. Depois, despediu-se de Júlia com um beijo e saiu de casa. Pelo caminho encontrou um grupo de meninos e meninas que, à sombra das árvores, se dirigiam para o mesmo local. Quando as crianças entraram na escola, Tomás entrou também. Ao vê-lo, a Professora Garcia sorriu.

— Quero aprender a ler — disse Tomás.

Ela indicou-lhe um lugar vago e ele sentou-se.

— Meninos e meninas — anunciou a professora — hoje temos um novo aluno.

Tomás começou pelas letras e seus sons. Alguns meninos ajudaram-no. No recreio, sentou-se debaixo de uma árvore e ensinou algumas crianças a imitar o canto do melro e o grasnar do ganso. E contou-lhes histórias.

Depressa Tomás aprendeu palavras. Todos os dias copiava os exercícios no caderno, com esmero. Gostava muito que a professora ou as crianças mais velhas lessem em voz alta, na aula. Por vezes, desenhava enquanto ia ouvindo. Tomás ia aprendendo, mas também ensinava. Ensinou os meninos a talhar madeira com uma navalha. E a professora aprendeu com ele a fazer compota de maçã e a assobiar.

Ao fim de algum tempo, Tomás já era capaz de juntar palavras e escrever histórias sobre como salvara um pequeno esquilo, como tomara um banho no rio e como conhecera a sua mulher.

À noite, Júlia ficava a vê-lo fazer os exercícios na mesa depois da ceia.

— Quando é que vais ler para mim? — perguntava-lhe.

— Quando chegar a ocasião — respondia o marido.

Um dia, Tomás trouxe da escola um livro de poemas que falava de árvores, nuvens, rios e gazelas velozes, e guardou-o debaixo da almofada. Nessa noite, quando Júlia e ele foram para a cama, pegou no livro.

— Ora escuta — pediu.

E leu um poema sobre pétalas suaves e o doce perfume das rosas e outro sobre ondas que se esbatiam na orla do mar. Terminou a leitura com um poema de amor.

Júlia olhou o marido nos olhos.

— Oh, Tomás! — disse. — Também quero aprender a ler.

— Amanhã, depois do pequeno-almoço, querida! — respondeu ele a sorrir, apagando a luz.

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