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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Classes Sociais, podemos acreditar nas estatísticas?

Classes Sociais, podemos acreditar nas estatísticas

Saiu uma notícia nos jornais de hoje de que houve um aumento da população que se enquadra na classe média. A primeira vista pode parecer um grande avanço, mas será que realmente as pessoas estão mais ricas. Pelas observações que se faz mesmo a renda tendo crescido a capacidade de compra dos brasileiros não aumentou. Para pertencer a classe C basta ter uma renda familiar que varia entre R$ 1.064,00 e R$ 4.591,00, mas quantas pessoas estão mais próximas da menor renda e quantas estão mais próxima da renda maior a estatística não revela. Essa variação é muita grande, quem tem uma renda próxima a menor faixa terá um poder de consumo muito inferior aos que estão na maior faixa.

E os que estão na classe D e E que são considerados pobres, quando suas rendas irão proporcionar o mínimo para viver com dignidade.

O mais importante não é classificar as pessoas em classes e sim que a população como um todo tenha poder de compra. Ficarmos orgulhosos de pertencermos a classe média e no final do mês não conseguirmos pagar as contas mínimas não traz nenhum lucro, nem para as pessoas e nem para o País.

Nos países ricos a classificação de classes pode ter valor, pois suas rendas são estáveis e as pessoas conseguem consumir produtos e serviços alimentando o ciclo econômico. Aqui a grande maioria da população luta todos os meses para sobreviver e por isso as indústrias produzem menos e pagam menores salários para conseguirem se manter. O clico econômico se dá ao contrário, é o chamado ciclo da pobreza, menor renda resulta em menor consumo, menor consumo em menor produção, menor produção em menor renda.

Para reverter é preciso que o Governo invista em qualificação, para que as pessoas melhorem suas rendas e façam a economia voltar para o ciclo da riqueza.

Fonte Zero Hora.
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3 Comentários:

Tânia Marchezin disse...

Eu particularmente não acredito, tenho a mim por exemplo. O que eu consumia há 1 ano atrás, hoje é impossível, pois o meu salário não acompanhou a inflação.

Moura disse...

Pois é amigo Catarino, concordo com minha amiga Tânia, mas o que mais dói é ouvir que muitos são considerados ricos pelo IBGE e outros órgãos de estatísticas, como pode um cidadão que ganha cerca de R$ 1.064,00 (2.56 salários mínimo) ser considerado rico?
Só aqui mesmo no Brasil, eu louvo a DEUS por ser Brasileiro, no entanto é vergonhoso ver alguns políticos aumentando seus próprios salários (de forma abusiva e sem parâmetro - Dona Yeda C. passa de R$ 7K para R$ 17K, um aumento de mais de 145%) e nós pobres mortais temos que nos contentar com R$ 1.064,00 e ainda ser considerado rico, com dissídios coletivos (anuais) que não passam de 7%.
Muito bom este post, parabéns!
Saúde e sucesso!
Moura
http://meioambiente.blogomoura.com

Anônimo disse...

Se o salario mínimo fosse 1000 reais já estava bom.

Rico só é rico mesmo, se ele tiver uma fonte confiavel de lucro, ter algum luxo e algumas propriedades caras, e mais um dinheiro guardado de pelo menos 500 mil.

Média é quem ganha de 3 a 10 mil reais que tem uma casa própria, estabilidade e carro na garagem. E alguns superfluos, como viagem, roupas, etc.

Média alta é quem ganha acima de 10 mil, tem pelos menos 2 imóveis, um dinheiro guardado, 50 mil pelo menos e um carro bonzinho. E que tem poder para manter um bom padrão na sociedade.

Pobre é aquele que ganha menos de 1500, paga aluguel, tem família para sustentar e as vezes pega dinheiro emprestado.

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Formação: Graduado em Ciências Econômias-UFSM (Santa Maria RS ) Pós-graduado em Administração de empresas- UPF (Passo Fundo RS ) Profissão: Servidor Público Federal. Porque tem o blog: Para expressar suas idéias aproveitando a facilidade de publicação por meio da internet. Objetivo: Manter o blog com qualidade e produzir textos que interessem a maioria das pessoas.
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