Enem, RS em primeiro lugar.

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Enem, RS em primeiro lugar.



A imprensa divulgou na última sexta-feira os resultados do exame nacional do ensino médio, ENEM. Esse exame é feito por todos os alunos que estão concluindo o ensino médio ou que já concluíram.

O Rio Grande do Sul ficou em primeiro lugar entre os estados brasileiros levando em consideração os exames feitos com alunos em escola pública. A média obtida foi de 45,06 e o segundo lugar ficou com São Paulo com nota 44,86.

Claro que não é um grande resultado, mas com significado muito importante. Enquanto os alunos das escolas públicas colocaram o Estado em primeiro lugar os das escolas privadas ficaram somente em décimo lugar. As notas são diferentes, enquanto o ensino público do RS ficou em primeiro lugar com nota 45,06 o ensino privado ficou em décimo com 53,42. O primeiro lugar, entre os privados, foi o Distrito Federal com 61,90.

Disso pode-se dizer que o sistema de ensino público não alcança o privado, mas se descontar a falta de investimento, por parte do Estado, quem está realmente mal é o ensino privado.

No ensino privado são cobrados valores altíssimos de mensalidade e ainda não recolhem impostos por serem filantrópicas, ou seja, empresas que prestam serviços relevantes ao País. Todos esses valores não estão sendo aplicados na melhoria do ensino.

Meu filho estuda em escola privada e está no segundo ano do ensino médio e precisa fazer cursinho para se preparar para o Peis, programa de ingresso a Universidade Federal de Santa Maria que dispensa a obrigatoriedade do vestibular.

Eu estudei em escolas públicas e fiz o vestibular e ingressei na Universidade na primeira tentativa e sem fazer qualquer cursinho preparatório.

O ensino era muito superior nas escolas públicas e com o abandono por parte dos Governos foi piorando. As escolas privadas aproveitaram e diminuíram seus investimentos e aumentaram seus lucros.

Agora paga-se mensalidade para estudar em escola isenta de greves, a maior vantagem do ensino privado, mas a qualidade deixa a desejar, temos que gastar também com cursinho preparatório.

Meu filho diz que a diferença na capacidade de ensino entre a escola e o cursinho é muita grande. Disciplinas que são passadas rapidamente nas escolas, e muitos alunos não aprendem, nos cursinhos são explicadas de maneira que os alunos conseguem fixar.

A importância do ENEM não é só medir a qualidade do ensino do País, serve também para que os alunos concorram a bolsas de ensino que o Governo Federal oferece nas universidades privadas.

Outro dia tinha uma charge no jornal em que uma mulher dizia, comentando a declaração da governadora de que se o Estado pagasse o piso determinado pelo MEC de R$ 950,00 não teria dinheiro para os investimentos importantes, “como eu sou burra, sempre pensei que o ensino fosse um investimento importante”.

Veja resultado completo em Zero Hora.

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8 comentários:

  1. Boa Catarino! Você tem melhorado muito desde a última vez que estive aqui. Os Posts continuam muito bons.
    Seu novo Layout ficou muito bom. Bem menos carregado em relação ao anterior.
    Parabéns pelas mudanças, pelos 53k visitantes, pelo dia da árvore e pelo lugar de destaque no ranking do Blogblogs. ;D

    Abraço,
    Psicobélico

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  2. Pois é, vi a notícia e fiquei super orgulhosa dos meus amigos gaúchos. Que o resto do país siga o exemplo!
    Cato, amigão, tem presente pra vc lá no Babel, tá bom?
    Beijocas!

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  3. Interessante a resposta do seu filho. A questão do curso preparatório, no meu ponto de vista, é que, diferentemente da escola, o cursinho tem que passar as manhas para entrar na faculdade. A questão não é bem entender realmente o funcionamento da matéria.

    Recentemente estava conversando com um professor da minha universidade e ele estava reclamando do nível dos novos alunos. Níveis de reprovação nas matérias de matemática estão chegando a índices alarmantes. A culpa vem de onde? Acredito eu que de todo um conjunto. Desde o básico.

    Esperemos que a qualidade do ensino possa realmente melhorar. Pois precisa.
    Parabéns pelo blog. Até mais.

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  4. Grande Catarino, é realmente um texto belo e que me fez voltar um pouco no tempo: Lembro-me que meu pai (em memória) debatia com alunos universitários e até professores (Mackenzie) e do Instituto Yavne (instituição de Judeus, que vai da pré-escola ao mais alto grau, ou seja, Ph.D) onde meu pai trabalhou 12 e 15 anos respectivamente, mais o que mais impressiona é que meu pai só havia estudado até a 4 série primária lá onde nascemos (Bahia).
    Concluindo, no tempo de papai o ensino público era o ensino, no meu tempo +- e agora na geração (minhas filhas) está pior ainda, no entanto ainda prefiro deixar minhas lindas na escola pública aqui em Taboão da Serra, porque por incrível que pareça ainda é melhor que a particular (privada).
    Saúde, paz e sucesso!
    Abraço,
    Moura

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  5. Parabéns à escola pública gaúcha. O estado sempre teve os melhores índices de desempenho escolar, disputando com São Paulo e Distrito Federal - estes dois mais pela qualidade de suas escolas particulares que custam verdadeiras fortunas.

    Não acredito em queda de qualidade do ensino público. Ele está melhorando, e muito. A queda no desempenho escolar reflete o aumento brutal do número de alunos. Na geração dos meus pais, estudo era para poucos. Agora todo mundo curso pelo menos até a 8ª série.

    Trata-se de uma grande maioria de famílias em que os filhos estudantes são a primeira geração que vai pra escola. Não existem livros em casa e os pais não sabem ajudar nos estudos nem conversar sobre temas relativos ao aprendizado.

    Agora, para resolver o problema das greves, vocês gaúchos estão precisando eleger governadores mais decentes! Aqui no Paraná, desde o início do atual governo, em 2003, não houve mais greve de professores. Porque? Somos respeitados: planos de carreira, reajuste salarial, contratação de novos professores por concurso, investimento na estrutura física das escolas, programas de formação continuada.

    Abraço,

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  6. Passando só para avisar que deixei um memê para você em meu blog

    http://paradoxoneuronal.blogspot.com

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  7. Catarino, o atual Governo Estadual aplica somente 26% dos 35% obrigados por lei no ensino aqui no RS.O resultado do ENEM é mais ou menos real, a pressão da ditadora que governa o estado é muito grande, não existem setores mais nas escola públicas, todos em sala de aula, alguns alunos precisam acompanhamento extra-escolar, mas ela tirou o pessoal de apoio, quer acabar com o plano de carreira do magistério, enfim, se a nota não foi tão boa assim,ou talvez fosse melhor, a culpa é exclusiva do Governo do Estado do RS, onde os educadores levam a educação no peito e na raça por pura vocação e convicção de que ainda podemos passar por esta vida deixando plantada uma sementinha chamada esperança de valorização da educação, pois nenhum País vai ser desenvolvido sem investimentos pesados em educação.

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  8. Uma experiência que deu certo
    A Escola Estadual Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, de Porto alegre, já
    entregou seu projeto de e-book à Editora Plus. Quem coordenou foi a professora de Língua Portuguesa, Eloísa Menezes Pereira, preocupada com a agressividade dos alunos de 5ª. série e suas provocações e humilhações aos colegas ( bullying). Ela via com preocupação as frequentes provocações que envolviam tapas, cutucões e linguagem chula.
    Decidiu, então, fazer uma experiência piloto com uma turma de 28 alunos de 11 a 13 anos e propôs trabalhos que mostrassem para que servem as mãos, o tato e os demais sentidos. Cada um escreveu sua história e ilustrou. Um dos meninos, mais rebelde, expressou-se totalmente por meio de história em quadrinhos. Nasceu, assim, o livro " Brincando com os sentidos", que está sendo preparado para publicação no site. O envolvimento dos estudantes durante todo o projeto foi animado e o resultado deixou a educadora empolgada. Aumentou a autoestima do grupo e diminuiu o bullying. Até os outros professores perceberam a mudança no comportamento do grupo, disse Eloísa.
    O colégio está localizado numa área carente, cuja comunidade tem pouca autoestima. O desenho ajudou. A professora, que não usa celular, também não sabia que o livro pode ser baixado nos telefones móveis. Ficou animada e disse que pedirá à direção da escola que autorize o uso de celulares para que os estudantes possam ver a obra. Ela acredita que eles ficarão mais interessados ainda no estudo. Agora já planeja desenvolver projetos com colegas de outras disciplinas. "É só ter boa vontade. Compete à direção estimular", diz a educadora. (I.S.)

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