Greve, instrumento de protesto ou de resultado?

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Greves, protesto ou resultado A greve é um direito adquirido pelos trabalhadores e muito utilizado nos últimos anos.


Aqui no Rio Grande do Sul os professores estaduais estavam em greve. A greve iniciou em protesto contra um projeto em que o Governo Estadual pretendia regulamentar o piso salarial da categoria.


Diante da greve o Governo recuou, mas os professores não retornaram ao trabalho querendo que não fossem descontados os dias parados. A governadora dizia não abrir mão do desconto e com isso o diálogo foi dificultado.


A Constituição Brasileira previu o direito à grave por parte dos servidores públicos, mas ficou para o Congresso a regulamentação, coisa que não foi feita nunca. Com isso as greves eram feitas sem nenhum tipo de regulamentação.
Eu li em um jornal que os professores do RS já ficaram afastados do trabalho por mais de 500 dias, desde que começaram a ter direito a greve, no entanto, continuam com salários baixíssimo.


Por isso parece que as greves, no serviço público, são mais um instrumento de protesto do que de resultados, houve tantas greves e poucos ganhos.


No órgão em que trabalho, entrei em 2003, houve greve em todos os anos, exceto 2008. Uma delas chegou a 120 dias, era contra a reforma da previdência pública, terminou que a reforma foi feita do jeito que o Governo queria e os servidores tiveram que pagar parte dos dias não trabalhados com horas extras. Nas demais greves nunca houve um item atendido pelo Governo, terminavam sempre com vitória, ganhamos os dias parados, dizia o sindicato.


Eu não participei de nenhuma, pois não concordo com a pauta de reivindicações que era apresentada, ou melhor, não havia nenhuma relação de pedidos plausíveis de ser atendida. As greves são para mostrar a capacidade e a força dos sindicatos para arrebanhar seus filiados.


Na iniciativa privada as greves são mais rápidas e os pedidos específicos e aos poucos vão avançando em direitos. No setor público as greves são longas e sem resultado prático.


Por isso acredito que está na hora dos sindicatos estudarem uma maneira de utilizar a greve para obter resultados práticos e em curto espaço de tempo, para não causar muitos transtornos para a população.


No caso dos professores acredito que deveriam manter as aulas para os alunos do 3º ano do ensino médio, pois a perda desses seria irremediável, perderiam o vestibular. Com isso ganhariam a simpatia da população e ficaria mais fácil forçar o governo a atender suas reivindicações.

Veja detalhe sobre o fim da greve dos professores em Zero Hora.

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7 comentários:

  1. A greve com certeza é um direto, mas cada caso tem que ser analisado, para não prejudicar terceiros.

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  2. Catario, parabéns pelo texto, aproveito para falar que tem um selo para ti no meu blog.

    http://winbr.blogspot.com/2008/12/repassando-alguns-prmios.html

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  3. Boa tarde Catarino.
    Digo com firmeza e com todas as palavras, que realmente estes protestos são para protestar, para balançar o governo.
    Os coitados dos alunos não tem culpa, e nem tem que pagar pelo "baixo salário" que os professores alegam.
    Direito significa você avançar até ao limite onde não ultrapasse o direito alheio, que é o direito às assistências de aulas, dos pobres alunos, os futuros da nossa nação.
    E outra, o que os professores estão ensinando os nossos futuros governantes? Para qualquer probleminha de aperto no bolso parar tudo e fazer greve, é isso???
    É isso que agente quer do Brasil, que pare tudo por causa dos chorões???
    Se são professores, porque não estudam mais para passar em concurso público que paga salários melhores???
    Eles escolheram serem professores, sabendo-se do salário, portanto não há motivos de greve.
    O brasileiro tem que ter força, garra, e a greve mostra que perdeu-se tudo, até em caráter.
    Bom, isso está uma bagunça, enquanto o STF não colocar um basta nisso, vai ser difícil!
    Se bem que já está em vigor, que quem faz greve não recebe os dias trabalhados, isso foi de grande valia, tanto que diminuiu muitas greves no governo.
    Abraços pra ti Catarino.

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  4. Olá Catarino, muito interessante e também polêmico o assunto "greve" seja de quem for, pois de qualquer maneira sempre o povo é prejudicado sobremaneira.Eu não gosto deste tipo de atitude dos sindicatos, porém nem todos pensam da mesma maneira e acho que devemos respeitas as diferenças de pensamento e ações.A Polícia Civil pára, o Poder Judiciário pára entre tantos outras autarquias da nossa sociedade, no entanto temos que entender que a escola não é cheche para meio turno nem lugar onde os pais colocam seus filhos para não ficarem incomodando em casa, "chorão" é um termo inadequado para quem quer maior dignidade profissional e estuda a vida inteira para ensinar uma pessoa a ler até se formar em uma profissão de "não chorão" ganhando o suficiente para sua sobrevevência e também de seus dependentes.Tirar a viseira às vezes é importante para termos uma sociedade mais igualitária.
    Abraços e muito bom o tema para refletirmos uma maneira diferente de reinvindicar melhores condições para a educação de nosso País, sem parar com aulas mas valorizar quem ensina nossas crianças.

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  5. Oi Catarino, fico muito feliz por ter contribuído para seus visitantes, e fico mais feliz ainda de ver meu banner em destaque :-D
    E fico muito mais feliz e honrado por te receber como seguidor.
    Que este laço permaneça.

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  6. obrigado pelo email Catarino fico feliz q meu blog leve tantos visitantes p\ vc, abs

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  7. Catarino,

    De fato, as situações devem ser analisadas isoladamente. No entanto, muitos governantes (senão todos) só entendem uma linguagem: a da greve.

    Eles (os governantes) costumam ameaçar, dizendo que só negociam, após a volta dos professores ao trabalho. Entretanto, a maioria dos mandantários do Estado nunca negociam, e a greve acaba sendo inevitável.

    De fato, os alunos são os mais prejudicados pela intransigência do governo. Mas essa é apenas parte do prejuízo, pois, o Estado pouco se importa com a formação dos cidadãos na escola. A prova disso, são os poucos recursos destinados à Educação. Uma vergonha.

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