Companhia de todas as horas (para refletir)

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Companhia de todas as horas (para refletir)

"Ela estava aprendendo a andar. Parou na minha frente e me olhou nos próprios olhos. Me passou a mão babada.

Antes da aula de balé, amarrava as sapatilhas sem tirar os olhos de mim. Depois se exibia na ponta dos pés.

Às vezes fazia perguntas. Perguntava e respondia. Às vezes brigava comigo.

Um dia entrou no quarto chorando. Me olhou demoradamente nos próprios olhos. Pegou a caixa de música na penteadeira e me fez em cacos.

Sete anos de azar."

Este miniconto foi escrito por Leonardo Brasiliense e esta sendo publicado com a autorização do autor.


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4 comentários:

  1. As decepções são marcantes. Às vezes com sete anos de azar.

    Lindo texto, Catarino. Parabéns!

    Abraços

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  2. Meu amigo Catarino gostei da lição do conto.. as vezes nos ao olhar no espehlo e não encontrar aquilo que esperamos, acabamos de descobrir quem realmente somos,, amigo parabéns pelo post..

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  3. Olha Catarino, esse pequeno texto daria uma monografia por incrível que pareça, o que pensei sobre ele nem te conto por falta de espaço.
    ótimo amigão.
    abraço.

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