MST invade propriedades no RS.

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MST invade propriedades no RS.

Nos últimos dias o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, invadiu uma fazenda, a sede do INCRA e a Prefeitura de São Gabriel. A Prefeitura foi desocupada no mesmo dia, a força policial de Santa Maria foi chamada e fez a desocupação. Muitos integrantes do movimento foram presos na ocasião.

A sede do INCRA, por ser um órgão federal e também o responsável pela distribuição de terras, só teve a desocupação feita no dia seguinte.

A Fazenda Southall continua ocupada, a Justiça já deu a reintegração, mas a Polícia Militar está tendo dificuldades devido ao tempo chuvoso que ocorre na região a mais de uma semana. Essa fazenda foi considerada pelo INCRA passível de desocupação para fins de reforma agrária, mas o processo não anda.

Os jornais de hoje dão notícia que um grupo com 120 pessoas que estava tentando sair da área invadida foi detido e encaminhado para a delegacia de polícia para identificação. Essas pessoas responderão por crime de desobediência, pois a ordem judicial mandava que a propriedade fosse desocupada de imediato e esse fato foi ignorado pelo movimento.

O MST diz que vai haver muitas invasões, pois estão descontentes com a distribuição de terras por parte do Governo e acreditam que essa é a única maneira de forçar a ação.

O estranho dessas atitudes é que o atual governo sempre estava ao lado do MST e dizia que a reforma agrária não era feita no Brasil por falta de vontade política dos governantes. Assumiram o poder e até agora a política de reforma agrária não mudou nada e as técnicas usadas continuam as mesmas. A única diferença é que o Governo Federal não age com rapidez nas desocupações e não considera crime os atos praticados pelo movimento. Essa passividade faz com que o movimento continue ocupando terras, pois têm certeza da impunidade.


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4 comentários:

  1. O Movimento dos sem terra pra mim já perdeu a identidade faz tempo. Eu morei por 08 anos em uma comunidade rural, e presenciei a ocupação, o assentamento e depois a posse de mais de 20 família na fazenda Olhos D'agua, eles não eram lavradores, eram pessoas da periferia que vieram em busca do dinheiro fácil do INCRA.
    É um absurdo o que eu assisti por lá, um brasileiro comum como eu e voce para conseguir um emprestimo no banco do Brasil, tem que ser quase um santo além de ter avalistas e tal. Eles conseguem todo tipo de emprestimo a fundo perdido,outros em 20 e 30 anos sem avalista,juros irrisórios, uma piada, outros do tipo PRONAF, pronafinho, e não sei mais o que. Pegam facilmente através de projetos coletivos dinheiro para cercar fazenda, para comprar implementos agrícolas e insumos, dinheiro para construir casa, para ampliar casa,para reformar casa... E sabem o que fazem? Nada disso, alugam as terras e torram o dinheiro que é do povo brasileiro em bebidas, mulheres e brigas pela comunidade e cidades vizinhas. Pra mim são um bando de canalhas apoiados pelo governo.
    Eu falo por que assisti e não foi nada inventado. É uma vergonha nacional.

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  2. Catarino, acho que em um país que quer ser de primeiro mundo não se pode admitir tais atos. existem tantas terras do governo e improdutivas...porque então não distribuir aos sem terra? Pior é que as vezes invadem terras produtivas.

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  3. Tudo como antes no quatel de abrantes. Debati com vários colegas de profissão sobre esse assunto e até os mais simpatizantes com esses movimentos, já não aguentam mais essas invasões em terras alheias, acho que o Governo Federal deveria dar um basta nisso(bagunça)imediatamente.Não é mais um movimento e sim um símbolo de anarquia.
    abraços.

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  4. OI, Catarino. Um dos primeiros textos que publiquei no meu blog fala sobre esse movimento: é absurdo como teima-se em não se enxergar o caminho que este movimento, dito legal, está tomando. A propriedade privada é uma prerrogativa do capitalismo e tem que ser protegida. Claro que não a qualquer custo: se for improdutiva, que se desaproprie: mas, legalmente. Uma injustiça não justifica crimes.

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