Dica de Leitura: Consolação.

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Dica de Leitura: Consolação.

Normalmente quando temos algum problema ou perda de algum parente ou amigo acreditamos que somos a pessoa que mais sofre, quem mais precisa de consolação. Mas a vida provoca dor e angústia em todas as pessoas e precisamos saber superar para que a vida seja vivida com alegria, apesar do sofrimento.

O livro “Consolação”, escrito por Betty Milan, conta a história de uma mulher brasileira que se casou com um francês e vive com o marido e o filho em Paris. A vida segue sem sobressaltos até que o esposo recebe o diagnóstico de que está com câncer.

O sofrimento da personagem começa logo depois da internação, exaustivos exames dão conta de que não há nada a ser feito, o câncer já atingira um estágio que não justificava tratamento. Rapidamente o marido começa a perder o viço e a sofrer muita dor, a quantidade de analgésicos o deixa semi-acordado e delirante. A esposa tenta que o médico acelere o fim da vida, mas este se recusa e o paciente sofre até o fim.

Com a morte a esposa deixa o filho com um tio francês e parte para o Brasil, para fugir do luto e dos pêsames dos amigos. Chega a São Paulo e seu primeiro ato é ir até o cemitério da Consolação para visitar o túmulo do pai, que desde o sepultamento não havia visitado. Enquanto procurava o túmulo do pai acaba encontrando os de Mario de Andrade e Oswald de Andrade e tem com eles um diálogo sobre a hipocrisia da sociedade e a incompreensão da arte produzida por eles. As vozes dos fantasmas dos artistas lhe sugerem que vá para a rua e veja o povo na sua forma mais simples.

Inicia uma jornada que dura o dia todo e quando a noite chega vai a uma peça de teatro onde é encenada a obra “Tratado de Antropofagia”. Nessa viagem pelas ruas de São Paulo a personagem toma conhecimento da vida de muitas pessoas que vivem e trabalham nas ruas, todas sofrem muito para sobreviver, mas mesmo assim dizem que são felizes e gostam da cidade.

Depois de ver e ouvir tudo o que acontece com as pessoas toma a decisão de que precisa aceitar que seu marido agora é uma presença em suas lembranças e deve viver a vida da melhor maneira possível e que a morte é o fim de todos, mas não pode parar a vida de quem fica.

O livro é bem fácil de ler, a linguagem é simples e o texto conta muitas histórias da cidade de São Paulo, de seu povo formado por muitas etnias. 

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5 comentários:

  1. Muito legal seu post, amigo Catarino.
    Feliz Natal

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  2. Oi Catarino, Obrigada pela visita.
    Feliz Natal e um Ano Novo cheio de amor e paz! Que Deus te abençoe cada vez mais no Natal e em todo o Ano que se aproxima.
    Beijos com carinho

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  3. Deve ser muito bom este livro.

    Feliz Natal.

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  4. Catarino, FELIZ NATAL.

    Olha, o livro parece muito bom mesmo.
    Não só levando pro lado da morte, mas também pro lado da separação, que as vezes nos faz querer desistir de viver, se amamos quem se vai.

    Abçs,

    Lena

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  5. Muito obrigada.

    Muitas felicidades!

    Ótimo 2010.

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