Trânsito, Acidentes, Quem é o culpado?

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Trânsito, Acidentes, Quem é o culpado?


Este final de semana foi terrível em matéria de acidentes de trânsito fatais. No RS ocorreram 24 mortes por acidente de trânsito, fora os que foram para os hospitais e podem morrer nos próximos dias. Esta situação tem muitas causas, mas eu acredito que o principal culpado é o motorista.

Somente o motorista pode dirigir com mais cuidado e por isso dizer que as estradas ruins são culpadas é uma maneira de fugir da responsabilidade. Dos acidentes acontecidos um com duas vítimas ocorreu na freeway, auto-estrada que liga Porto Alegre ao litoral, que é bem sinalizada e mesmo assim o excesso de velocidade sempre causa mortes.

Eu viajei muito nesses dois últimos meses e em algumas viagens fui de carona com alguns colegas e pude ver que cada um tem um estilo para dirigir e todos se colocam em risco diariamente. Um deles colava o carro nas traseiras dos caminhões para esperar a oportunidade de ultrapassar. Isso é uma atitude muito perigosa, pois basta o caminhão frear ou diminuir a velocidade e o carro entraria embaixo das rodas traseiras. Outros iniciavam a ultrapassagens mesmo vendo que outro veículo vinha no sentido oposto.

Mesmo os que dirigem seguindo as regras correm risco, pois muitas vezes o outro veículo comete as mesmas irregularidades descritas. O pior de tudo é o excesso de velocidade, mesmo existindo controladores eletrônicos, que a lei manda que sejam precedidos de aviso bem visível, os motoristas correm muito.

Todo o final de semana, e neste último foi uma verdadeira guerra, há mortes no trânsito e mesmo assim ninguém diminui o ritmo, quem morre não fica sabendo e quem fica vivo acha que é imortal.

Uma vez estava viajando de Passo Fundo a Porto Alegre, no meu carro, com mais alguns colegas e em outro carro iam outros colegas. Quando fizemos uma curva vimos, pelo retrovisor, que o carro que vinha atrás seguiu reto montanha abaixo. Paramos o carro e retornamos e enquanto chamávamos o socorro vimos que havia somente uma fumaça branca lá embaixo. No carro estavam três colegas, que por uma série de coincidências, não se feriram. O carro virou de cabeça para baixo e levantou vôo e ao cair do barranco encontrou uma árvore que se transformou em uma espécie de elevador que conduziu o carro até embaixo. Ao se chocar no chão o motor bateu em uma pedra e por isso os ocupantes ficaram ilesos e presos ao cinto.

O socorro demorou muito e por isso, quando chegou, as vítimas já tinham sido retiradas por outros motoristas e um deles foi levado ao hospital mais próximo e dois deles não sofreram nada.

Conto esta história para dizer que o colega que estava dirigindo não mudou seu comportamento, continuou correndo muito e ainda passou a pensar que tinha o corpo fechado. Isso acontece com muitas pessoas, acreditam que as fatalidades só ocorrem com os outros.

Somente com a conscientização de cada pessoa ao dirigir um veículo é possível diminuir e até acabar com essa mortandade que transforma a vida de muitas famílias. 


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Fonte e Imagem: Zero Hora.

3 comentários:

  1. Catarino,

    Estou fora e por isso um pouco afastada da blogosfera, mas não poderia deixar de passar por aqui e deixar-me uma pequena mensagem.

    Gostaria que esta Época Natalícia fosse marcada pela Paz e Saúde, no seio da tua família e no Mundo. Desejo que em 2010 a humanidade possa tomar consciência, de que o nosso Planeta precisa de ajuda para superar a Fome, a Guerra, a Desigualdade, a Flora e a Fauna.

    Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

    Beijos
    Luísa

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  2. Olá Catarino,

    É verdade, por isso não gosto de pegar carona com ninguém, principalmente se vamos viajar e pegar a estrada. Muitas vezes são motoristas de vans e ônibus que fazem as loucuras. Aqui no Rio de Janeiro parece que ninguém mais respeita sinal de trânsito. Ainda ontem vi um automóvel ultrapassando um sinal vermelho a toda velocidade, nem sequer diminuiu pra dar uma espiada, se tinha intenção de ultrapassar. Durante 5 anos atravessei a ponte Rio-Niterói e dirigi pela Linha Vermelha diariamente e vi muitos acidentes fatais. É lamentável que quase ninguém faça a sua parte.

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  3. Culpa da não conscientização, da irresponsabilidade, da não punição (agora é que veio a lei seca), da não educação e do transporte em massa de má qualidade.

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