O tropeiro e a loura, miniconto.

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O tropeiro e a loura, miniconto

Joaquim era tropeiro. Atravessava o estado levando os bois, viagens de um mês, ou mais, tomando cachaça com os companheiros de lida, cozinhando em fogo de chão, dormindo embaixo de carroça, inverno, garoa, chuva, barro, frio.

Naquele baile de campanha arranjou uma namorada, apaixonou-se, noivou e teve que providenciar um emprego mais estável e seguro. Entrou para a Viação Férrea, foi trabalhar no carro-socorro, paramédico de trem.

Num resgate, o carro descarrilado terminou de capotar por cima dele, caíram os dois barranco abaixo, quase morreu, quebrou uma perna, o osso do quadril e teve que se aposentar.

Mas tropeiro não se dobra: aos 85 ainda ia ao açougue todas as manhãs, de bengala, ainda era o provedor da família, o que botava comida na mesa, de fato, com orgulho. Um dia, enquanto escolhia a carne, uma loira desconhecida lhe sorriu, lhe fez gracinhas, ele ficou meio bobo, e na hora de pagar não tinha mais a carteira.

O miniconto acima foi escrito por Leonardo Brasiliense com o título “O forte” e esta sendo publicado com a autorização do autor. Veja outras obras em Leonardo Brasiliense.


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3 comentários:

  1. O conto é realmente mínimo, com poucas palavras deu para saber da vida do tropeiro. Uma pena que por causa de uma loira tenha se danado mais uma vez na vida. Mas como antes tirou de letra, nesta faria o mesmo, apesar de duro. kkkkkkkkkk

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  2. Olá, Catarino!

    Mas que loura ladra!! O coitado foi roubado por aquele demônio fantasiado de mulher bonita.

    Abraços

    Francisco Castro

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  3. Olá Catarino,

    Vim dar um pulinho pra conferir o conto... interessante!
    Está mais do que confirmado que as aparências enganam...

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