O estresse vocal dos professores.

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Dicas de Saúde. O estresse vocal dos professores.


São muitos os fatores que levam os professores a ficarem estressados, entre os principais são os causados por salas superlotadas, ausência de acústica e falta de equipamentos de som. Além disso, há professores que chegam a trabalhar em três turnos forçando a voz além de todos os limites.

Um estudo feito na USP, Universidade de São Paulo, avaliou 167 professores da rede municipal de São Paulo e os comparou a 105 colegas de trabalho, que lecionavam nas mesmas escolas, mas que não apresentavam problemas de saúde.

A pesquisa mostrou que, no primeiro grupo, 70% dos que tinham algum distúrbio vocal também estavam esgotados pelo excesso de trabalho. Já entre os professores saudáveis, o índice de excesso de trabalho e pressão foi de 54,4%. A pesquisa concluiu que os professores ficam cansados e irritados ao ter que elevar a voz para enfrentar salas lotadas e com acústica deficiente. A falta de autonomia do professor também é um fator agravante para o desenvolvimento de distúrbios vocais.

Os professores devem ficar atentos aos sinais que começam com uma rouquidão que aparece sem que a pessoa esteja resfriada e persiste por mais de 17 dias. Esse quadro pode evoluir para dores musculares e uma sensação de aperto na garganta. Essas alterações podem favorecer o aparecimento de nódulos e pólipos na prega vocal.

Os principais problemas que afetam a voz são:

- Disfonia. Caracteriza-se pela dificuldade na emissão da voz. Manifesta-se na forma de pigarros, ardência na garganta, esforço para emitir a voz, dificuldade em manter a voz entre outras.

- Nódulos. Resultam de fatores anatômicos como fendas triangulares. São causados pela personalidade e do comportamento vocal inadequado.

- Pólipos. São inflamações decorrentes de traumas em camadas mais profundas da lâmina própria da laringe, de aparência vascularizada.

- Edemas. São localizados e agudos, são potencializados por agentes agressivos e pelo tabagismo.

- Laringite crônica. É o agravamento das irritações crônicas da laringe. Os sintomas são rouquidão e tosse, com sensação de corpo estranho na garganta, aumento de secreção, pigarro e, ocasionalmente, dor de garganta.


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Fonte: Caderno Vida do Jornal Zero Hora.
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8 comentários:

  1. Realmente, existe um desgaste muito grande, em suas cordas vocais, boa matéria amigo.
    Abraços forte

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  2. Oi Catarino,

    Parabéns por abordar o tema de forma tão clara. Pois é meu amigo, vida de professor não é fácil né? Não bastasse ser mal remunerado, ainda precisa ter todo o cuidado com a voz (o que nem sempre é possível).

    Ah! Muito obrigado por suas palavras e por incentivar sempre o meu trabalho e meu crescimento profissional!

    Grande abraço!

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  3. Olá, Catarino.

    Muito bom você abordar esse tema.

    Antes de começar a lecionar, eu já conhecia amigos que trabalhavam em sala de aula e como eles tinham problema com a voz. Daí, procurei não repetir os erros deles.

    No entanto, certa vez, literalmente perdi a voz sem nenhum motivo aparente. Mas a médica falou que fui acometido de uma bactéria e, ao primeiro sinal de roquidão, eu deveria ter parado de dar aula naquele dia, mas não fiz isso, forcei minha voz, fique afônico por quase uma semana.

    Abraços.

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  4. imagino quando um professor dá o azar de pegar uma turminha da pesada que só quer saber de bagunça,
    haja cordas vocais pra falar com a galera.

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  5. Muito bom o post.
    Mas acho que o que mais estrassa os professores são alunos bagunceiros, sem educação e que só vão pra escola pra brincar,e aparecer. Retirando isso eles já seriam bem mais felizes. ;)

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  6. Excelente post, além do desgaste vocal que acaba virando doença, há de contar também com o stress diário de enfrentar uma sala de aula com alunos sem educação e que só querem agredir os colegas e professores.
    Abraços,
    Janeisa

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  7. Oi Catarino!
    Sou professora e estou passando por esse problema agravado pelo stress e pelo fato de eu ter o tom de voz baixo e ser necessário aumentar o volume além do normal, já que as turmas costumas ser superlotadas e muito barulhentas, como é natural em turma de adolescentes.
    Quero aproveitar para dar parábéns ao blog e ao belo trabalho do Tico Esteves.
    Um abraço!

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  8. Passei para agradecer pelo comentário em meu blog e aproveito para contribuir com essa postagem.
    Em 2009 eu dei aula aos sábados. Eram praticamente oito horas falando. Em alguns momentos você é obrigado a subir a voz e apesar de eu me cuidar - deixando de comer alimentos que prejudicam a voz e também estar o tempo todo com uma garrafa de água (sem gelo) ao lado da mesa - quando chegava o fim do dia a minha voz estava rouca.
    Eu tinha uma semana para me recuperar. E aqueles que dão aula a semana inteira? É complicado!

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