Saúde Mental: A depressão, mitos e verdades.

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Para termos uma vida saudável é preciso um equilíbrio entre o corpo e a mente, as doenças do corpo são mais visíveis e, por isso, procuramos tratamento mais cedo. Já as doenças que afetam nossa mente nem sempre são perceptíveis e muitas vezes não se procura o médico no tempo certo. A depressão é uma doença silenciosa e seus portadores sofrem muitos preconceitos, para que melhore o entendimento desse mal publico o texto abaixo onde há um resumo da doença e uma relação de mitos e verdades sobre a doença.

“A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais: humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.

O estado depressivo diferencia-se do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento.

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, rejeição e principalmente Bullying. A ocorrência em mulheres é o dobro da ocorrência em homens.

As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, separação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença. A Mania corresponde ao oposto da depressão.” (Wikipédia)

Veja abaixo os mitos e verdades sobre a depressão:

- Antidepressivo é a pílula da felicidade: Mentira. Não existe pílula da felicidade. A felicidade é um estado transitório, que depende de fatores múltiplos para ser sentida. Sua construção não se dá de forma tão mágica.

- Pessoas deprimidas precisam ser fortes: Mentira. Essa ideia pode fazer com que uma pessoa deprimida se sinta mais culpada ainda, como se a enfermidade estivesse relacionada ao “querer” dos indivíduos, quando, na verdade, não se escolhe estar doente. A ideia contida na frase, inclusive, pode expressar ainda um componente de negação à doença. Deprimidos precisam aceitar e buscar ajuda especializada e tentar seguir as orientações do profissional de saúde.

- Antidepressivo compromete o cérebro: Talvez. Se administrado incorretamente, é possível que sim, pois qualquer medicamento tomado de maneira inadequada pode produzir efeitos adversos. O diagnóstico correto e o tratamento certo, monitorado pelo médico, afastam os riscos de um desfecho grave.

- Psiquiatra só trata graves transtornos mentais: Mentira. Os psiquiatras também trabalham na prevenção de transtornos mentais. São médicos e têm uma visão integral do paciente (biológica, social e psíquica).

- Antidepressivo Vicia: Mentira. Existe uma grande confusão entre os fenômenos de tolerância e vício. Os antidepressivos não dão um efeito de prazer imediato como as drogas ilícitas. O efeito imediato de prazer efêmero é que produz o vício.

- Antidepressivo engorda e diminui a libido: Verdade. Esse tem sido o grande desafio da psicofarmacologia: sintetizar medicamentos antidepressivos que não provoquem ganho de peso nem reduzam o desejo e o prazer sexual. Em geral, com uma dieta alimentar, esse efeito adverso pode ser bem administrado. Mas é importante lembrar que dieta inadequada e sedentarismo também podem causar ganho de peso.

- Depressão tem um componente hereditário: Talvez. Não existe o gene da depressão, mas existem estudos que apoiam a hipótese da vulnerabilidade genética para a depressão. Se você tem um parente muito próximo com depressão, poderá ter um risco maior para desenvolver a doença.

- Depressão é coisa de preguiçoso: Mentira. Preguiça é uma definição inadequada para a sensação de perda de energia e prazer, característica importante da doença depressiva. Classificar a enfermidade como preguiça coloca o sintoma depressivo como se fosse uma falha de caráter do indivíduo. Nenhum deprimido escolhe seus sintomas. Eles ocorrem devido às características individuais de cada um – alguns têm dores no corpo, outros sentem apatia, outros se mostram irritáveis etc.


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Fonte: Caderno Vida jornal Zero Hora.
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14 comentários:

  1. Ótimo texto Catarino!
    Passei por uma problema parecido e estou preparando um texto sobre isso em meu blog. Estava mesmo pensando em escrever sobre isso.
    Bom fim de semana!

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  2. Como vai, Catarino?
    Excelente matéria! Sinceramente desconhecia o fato de que a depressão acomete de 15% a 20% da população mundial em algum momento de suas vidas.

    Forte abraço.
    Ótimo final de semana.

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  3. Oi Catarino,

    Ótimo texto. Esclarece alguns mitos a cerca dessa doença. Acho que o maior problema é quando a pessoa não reconhece que está doente e se recusa ao tratamento.

    bjs

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  4. Ótimo artigo. E "Depressão é coisa de preguiçoso" é uma coisa comum que a gente ouve dos idosos. Infelizmente é um problema sério que precisa de cuidados.

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  5. Grande texto, conciso e claro. Esclarecedor contra o mal do século.

    ^___^


    Shisuii

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  6. Parabéns pelo post! Você foi contemplado com post destaque no www.tedioso.com.

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  7. Parabéns pelo post.

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  8. gostaria de saber oque e transtornomental e comportamental

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  9. Caro amigo(a) agradeço a participação, porém não tenho conhecimento para responder sua questão.

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  10. Vocês falam que antidepressivo não vicia, pois é estou com 24 anos e tomo desde os 8. Aí vem a pergunta pq toda vez q tento parar tenho sintomas terríveis. A última vez q tentei parar quase morri, pois não conseguia nem comer, tinha pânico e a sensação de que ia morrer. Já passei por 3 psiquiatras e fiz anos de terapia, já fiz tudo q ensinaram, entrei pra igreja, tenho terríveis lapsos de memória e não consigo me concentrar de jeito nenhum, já perdi 3 empregos por causa disso, leio todos os livros de auto ajuda possíveis e imagináveis. Antes de começar a tomar esses remédios tinha notas muito altas q dacaíram. Nem eu sabia o q eu tava tomando, nem aquela psiquiatra doida sabia. E aí? Mas com os remédios fico normal, o problema é q eles elevam a prolactina e começa a escorrer leito dos meus seios (muito mesmo)e o remédio para curar isso é muito forte e eu não consigo tomar. Acho q tá na hora de estudar melhor os efeitos a longo prazo disso.

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  11. Se fizer uma busca na Net vai encontrar muitos artigos interessantes e elucidativos, não precisa
    esperar que alguém lhe explique.
    Laura B. Martins
    http://almasdemulheres.blogs.sapo.pt

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  12. É uma pena que as pessoas comentem e depois deixem como endereço ANÓNIMO!
    Mesmo os que fazem perguntas assim procedem.
    Não seria mais prático arranjarem um endereço no Gmail ou no Hotmail só para estes casos de correspondência na Internet?
    Era o que eu faria e é o que tenho feito sempre.

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