Saúde.Idosos também podem ter DST.

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Saúde.Idosos também podem ter DST.

Nos últimos cem anos a expectativa de vida no Brasil mais do que dobrou. Em 1910 era de cerca de 34 anos; em 2010 ultrapassa 72 anos. Os brasileiros estão vivendo mais e, em consequência, está aumentando o número de idosos, uma faixa etária em que os problemas de saúde obviamente são mais frequentes.

Quando se fala em doenças da terceira idade pensamos em coisas como câncer e problemas cardiovasculares; achamos que nesta fase não ocorrem as enfermidades “de jovens”, como as doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Um equívoco, como mostram recentes e importante trabalhos. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde (National Institutes of Health), dos Estados Unidos, no grupo geriátrico está havendo um rápido crescimento das DST. Em apenas dois anos, a infecção pela bactéria clamídia aumentou em 70% em pessoas com mais de 55 anos; a infecção pelo HIV, que causa a Aids, aumentou em 60%.

Em Uganda, conhecido reduto da doença, a infecção pelo HIV está presente em 24% das mulheres e em 18% dos homens com mais de 50 anos. No entanto, este grupo constitui menos de 5% das pessoas que vão aos postos de saúde em busca de ajuda, um prova de como é negada a doença pelos idosos.

As pessoas de idade já não se resignam em ficar em casa aguardando a morte. Saem, querem se divertir; estão em boa forma física, fazem reposição hormonal, não têm preconceitos contra o sexo; muitos são “swingers”, isto é, gente que troca de parceiro com a maior facilidade.

Um estudo a respeito foi publicado, na semana passada, na revista Sexually Transmitted Infections. Foram investigados 9 mil pacientes que procuraram clínicas especializadas em DST. Desses, 12% classificaram-se como “swingers”. Maduros, aliás: em média, tinham 43 anos. Neles ocorreram 55% dos casos de infecção por clamídia e gonorreia. Cerca de 10,4 % dos “swingers” masculinos com mais de 45 tinham essas doenças, cinco vezes mais do que ocorre em homens mais jovens. Isto por causa da maior exposição às enfermidades, e também porque essas pessoas não são muito adeptas do sexo seguro; aparentemente pensam que não precisam da camisinha. E também não procuram ajuda médica com a necessária rapidez.

Sexo na maturidade é uma boa notícia; trata-se de uma fonte de afeto e de prazer que pode dar à vida um novo sentido. Mas nada impede que as pessoas adotem precauções. A figura do velhinho safado, do “dirty old man”, não deixa de ser simpática. Mas nada impede que o velhinho safado seja também um velhinho prudente.

O artigo acima foi escrito por Moacyr Scliar e publicado no caderno Vida do jornal Zero Hora.

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6 comentários:

  1. Caro amigo.

    Hoje vivemos um fenômenos
    que acompanha o envelhecer: o adolescer.
    Pessoas querem viver
    como jovens,
    com atitudes imaturas
    e não condizentes com a idade alcançada,
    onde a sabedoria dos anos,
    é esquecida facilmente.

    Dias de paz para ti.

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  2. Tudo isso é por causa da autocanfiança e de achar que não vai adquirir uma doença depois de estar com tanta esperiencia de viver.
    Ledo engano, temos que nos cuidar e muito mais que como eramos jovens. Daí sim ter uma velhice tranquila e sem perder nada de novo e bom que a vida oferece.
    Abraço

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  3. Muito boa sua matéria amigo vou indicar.
    Abraços forte

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  4. Creio que todos estão propensos a ter doenças, mas precaução, cuidado é fundamental, ainda mais no que diz respeito à DST, que é algo tão fácil de se previnir!

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  5. Catarino,os idosos da atualidade estão muito mais saudáveis e ativos que outrora.Porém ainda tem consigo muito conservadorismo,no que diz respeito a vida sexual;muitos se recusam a usar preservativo,ir ao ginecologista (no caso das senhoras) e no urologista(nesse caso então,nem se fala),é um grande desafio da saúde pública concientiza-los que quem tem uma vida sexual ativa,precisa redobrar os cuidados quando se referimos as DSTs.
    Bjos

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  6. Realmente este número só vem aumentando, o índice de internações por complicações das DST's no hospital onde trabalho, vem crescendo assustadoramente. E o mais curioso é o número de mulheres acima de 55 anos com SIDA (HIV), que desconheciam ser portadoras.
    Sexo e cuidado não tem idade.

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