Gravidez na Adolescência. Dia Mundial da Prevenção.

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Gravidez na Adolescência. Dia Mundial da Prevenção.

A gravidez na adolescência é um problema que atinge muitos países e prejudica a vida das meninas e das famílias envolvidas. A melhor alternativa para acabar com esse problema é a educação, a informação e o diálogo entre os familiares e entre os parceiros.

Para combater esse mal, muitos países estão promovendo o dia mundial da prevenção da gravidez na adolescência, que este ano será no dia 26 de setembro. Para alertar as pessoas para esse verdadeiro problema de saúde pública, coloco abaixo o artigo do escrito e médico Moacyr Scliar que foi publicado no caderno Vida do jornal Zero Hora.

Amanhã, pelo quarto ano consecutivo, dezenas de países da Europa, da Ásia e da América Latina participarão do Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. Atividades serão desenvolvidas para que as pessoas tomem consciência daquilo que se configura cada vez mais como um grave problema pessoal e de saúde pública.

Quando falamos de gravidez na adolescência estamos nos referindo ao período da vida entre 10 e 19 anos. Uma faixa etária que, com a expressiva diminuição da mortalidade infantil, tem crescido; no Brasil, corresponde a 20,8% da população geral. É muita gente. E é um problema muito sério, que está aumentando, inclusive em países desenvolvidos como os Estados Unidos. A América Latina registra anualmente 54 mil nascimentos com mães menores de 15 anos e 2 milhões com idade entre 15 e 19 anos. No Brasil, calcula-se que a incidência da gravidez nesta faixa etária esteja entre 14 e 22%.

A gravidez na adolescência envolve riscos: maior incidência de anemia materna, pressão alta, parto complicado, infecção urinária, prematuridade do bebê, infecções pós-parto, dificuldade para amamentar. Além disso, a gravidez tumultua a vida da adolescente: apenas metade delas completa o Ensino Médio, enquanto que, entre as adolescentes que não engravidam, a cifra é de 95%. No Brasil, apenas 30% de adolescentes que tinham engravidado voltaram e concluíram os estudos.

A prevenção deve levar em consideração os fatores predisponentes da gravidez na adolescência: baixa autoestima, dificuldade escolar, abuso de álcool e drogas, comunicação familiar escassa, pai ausente ou hostil, pais separados, amigas que engravidaram na adolescência. Os pais das adolescentes que não engravidam têm melhor nível de educação, o que mostra a importância desse fator. Outro dado importante: 60% das adolescentes consideram que falar com o parceiro sobre contracepção seja um tema “difícil”. Na América Latina, 56% dos jovens admitem terem tido relações com um novo parceiro sem o uso de anticonceptivos.

Conclusão: estamos diante de um problema que é claramente social e psicológico e que não será resolvido com castigos ou ameaças, mas sim com a aplicação da antiga frase: conversando a gente se entende. Os jovens e os pais têm de falar sobre gravidez na adolescência. E este domingo é um bom dia para começar.


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6 comentários:

  1. Sem educação a população vai de mal a pior, apesar de já haver informações suficientes divulgadas, o problema é a aceitação.
    Abraços forte

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  2. Acredito que é de pequeno que se educa o menino e a menina.
    Ambos precisam de orientação, para que não venhamos a ter uma sociedade de órfãos de pais vivos.
    Parabéns Catarino pela divulgação e pelo trabalho.
    Abraços.

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  3. Catarino, uma discussão que você deixou de abordar é por que a gravidez na adolescência deveria ser considerada um problema.

    De fato, a gravidez na adolescência tem um risco aumentado de complicação, especialmente antes dos 15 anos de idade, mas isso também é verdade para as mulheres acima de 35 anos de vida, e não vejo as pessoas falando em prevenção de gravidez nessa faixa etária.

    Na classe média a gravidez na adolescência pode ser quase sempre acidental, mas para muitas "adolescentes" a gravidez é um projeto de vida. Podem ser pessoas com menos de 18-20 anos de vida que moram com o marido e querem engravidar por não estar fazendo faculdade, ou que encontram na gravidez uma forma de sair de casa ou de adquirir mais respeito dentro de sua família.

    De certo muitas adolescentes engravidam sem querer, ou simplesmente por falta de conseguirem impor ao companheiro que usem camisinha. Mas a informação está aí para todos, as camisinhas e pílulas estão aí para todos, e a gravidez na adolescência continua comum entre as garotas que permanecem nas classes socioeconômicas menos favorecidas.

    Dessa forma, mais do que prevenir a gravidez na adolescência, precisamos é minimizar as situações que a predispõem, como a disfunção familiar, a falta de autoestima, a falta de perspectiva profissional.

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  4. Ótimo post para conscientização e reflexão, sobretudo para a impotância do diálogo e informação dos pais para as filhas e as escolas adotarem medidas preventivas como palestras, aulas de sexualidade, em um ambiente respeitoso e acolhedor.
    Abraços,

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  5. Catarino, também acho que a informação é uma grande aliada, mas percebo muitas adolescentes ficando grávidas, mesmo sendo orientadas. Acho que esse é um problema quase sem solução.

    Um abraço!

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  6. A gravidez na adolescência tem se tornado um problema cada vez maior. É uma questão multifatorial, que envolve fatores próprios da adolescência, mídia e falta de informação.

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