A importância do voto para a Democracia.

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Votar das eleições, obrigação ou dever.Variedade em Palavras nas eleições 2010

No artigo abaixo o escritor Antonio Brás Constante dá sua opinião sobre as eleições e sua importância para a democracia e fala do pouco caso que a grande maioria da população faz desse importante  instrumento da democracia.


Mais difícil que escrever redações para o vestibular, mais difícil que escrever cartas de amor para mulheres de muitas fases, mais difícil que elaborar uma tese de mestrado, é escrever de forma neutra sobre assuntos polêmicos (exatamente por isso este texto NÃO é neutro). Isso vale principalmente quando o assunto em questão envolve o nosso mundo, o nosso futuro e a nossa vida (incluindo neste contexto de vida, os nossos filhos, familiares, cachorros, hortas, enxames de mosquitos, e até coisas piores como alguns tipos de cunhados). 

Mas para quebrar o gelo (e talvez quebrar a cara) nada melhor do que começar com uma singela adivinhação (quem sabe não sopra, ok?): quem é a figurinha em quem estou pensando neste momento, e que está sempre de vermelho, é gordinha, baixinha, dentuça e tem um amigo que fala errado? Quem falou que era a personagem Mônica criada pelo Mauricio de Souza errou, pois meu texto e meus pensamentos estão sobre uma mulher chamada Dilma. 

Já estou prevendo e imaginando uma boa leva de pessoas torcendo o nariz para este texto e dizendo para si mesmas: “ah não, POLÍTICA!”. Tanta coisa mais interessante para se falar em um texto, como por exemplo, a saída dos mineiros do buraco onde estavam (um feito parecido com aquele conseguido por alguns times de futebol no brasileirão). Ou falar sobre as virtudes das borboletas do Afeganistão, que voam tão belas diante das nuvens que se formam das muitas explosões em volta delas (supondo que existam borboletas no Afeganistão). 

Na guerra política cada voto é uma bomba. Cada erro é somado e o resultado final pode abalar todo um trabalho conquistado. Quando vejo o sorriso forçado de ambos os candidatos fico bestificado com a ingenuidade de um povo que ainda necessita de falsos sorrisos para saber em quem votar. A poucos dias da decisão sobre quem governara este nosso continental País, o que os dois candidatos mais têm é motivos de sobra para ficarem irritados, preocupados, estressados, mas mesmo assim tem que sorrir para conseguir votos.


Passo por tanta gente indignada porque vai ter que ser obrigada a votar. Se essas pessoas soubessem a sorte que tem. Se elas conhecessem os tantos lugares neste orbe já não tão azul onde votar é um luxo que não pode nem ser pensado, sobre pena do individuo pensante sofrer duras penas. Essas mesmas pessoas que estão chateadas por terem que perder parte de seu glorioso feriado, que demonstram pouco interesse se o candidato A ou B vai vencer, não imaginam o poder que seu voto tem neste exato momento da história de nossa nação. 

Suas curtas memórias não conseguem dimensionar o que foi feito nos últimos oito anos e tudo que aconteceu durante os tantos anos que antecederam estes. São seres que estão mais preocupados com o assassino misterioso da sua novela comercial, que estão nervosos com o desempenho do seu time, mas que parecem se lixar para os rumos do país onde vivem e do qual dependem.



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2 comentários:

  1. Acho de vital importância sempre ressaltar como podemos mudar as coisas como estão votando corretamente.

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  2. Amigo Catarino, há um dito que afirma que só se costuma dar valor as coisas quando a perdemos.
    Que a democracia no nosso país seja solida e duradoura.
    Parabéns pela postagem!

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