O IMC como indicador de saúde.

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O IMC como indicador de saúde. viver com saúde

As siglas IMC (Índice de Massa Corporal) e IML (Instituto Médico Legal) são até bem parecidas, apesar de se referirem a coisas bem diferentes. Infelizmente se não dermos atenção a primeira, poderemos estar acelerando nossa derrocada rumo a segunda.

O IMC é determinado pegando-se a massa do indivíduo (não estou falando da massa que muitos andam consumindo com queijo ralado e molho, quando o correto deveria ser trocá-la por um parco pratinho de saladas), e dividindo-a pelo quadrado de sua altura (que pode destoar do círculo em que se encontra sua atual circunferência), onde a massa está em quilogramas (e deve ficar a quilômetros de distância de sua boca) e a altura está em metros. É através de cálculos como esse, que aprendi que não sou gordinho, e sim um pouco baixo para o peso que tenho (já escrevi isso em outros textos, mas gosto de repetir esta ideia, como quem recita um mantra enquanto bebe um copo de Fanta).

Vivemos em um mundo cheio de obrigações, deveres e prazos, e para aliviar um pouco deste stress vamos nos permitindo pequenos pecados à mesa. Estes pecados tendem a se acumular em nossas células de gordura até que sentimos o nosso corpo tão pesado quanto à consciência daqueles que se arrependem de ter pecado.

A diferença é que ao invés de irmos a um padre em busca de apoio e orientação, vamos até um médico, que examina nossos atos e, diante de nossa vida desregrada, passa severas penitências, denominadas: DIETAS. Tudo isso para voltarmos ao salutar e sofrível caminho das pessoas saudáveis (se bem que não existem necessariamente pessoas saudáveis, apenas pessoas que não foram examinadas o suficiente para que se encontrassem suas doenças).

Entre as penitências a serem rigorosamente seguidas, está o controle na hora das comemorações (casamentos, aniversários, formaturas, etc.), pois temos certa disposição natural a utilizar estas datas como desculpa para nos esbaldarmos nos sabores de vários quitutes que depois só nos trazem dissabores. E assim como os canibais fazem em suas confraternizações tribais, nós também gritamos entusiasmados: “Vamos comer, gente!” (só que no caso dos canibais a referida expressão é dita sem a virgula).

O hábito alimentar também é algo que nos atormenta. Por exemplo, desde que o ser humano descobriu os prazeres de comer coisas mortas, transformou-se em um urubu social, com um apetite carnívoro, tão voraz como o de qualquer piranha. A ideia de se comer folhinhas verdes foi relegada a outros mamíferos, como as nossas queridas vaquinhas malhadas. Podemos dizer mesmo que somos como as piranhas, e como todos sabem não existem muitas noticias de piranhas vegetarianas por aí, ao contrário, as piranhas adoram carne, tanto que não seria raro de se ouvir (caso fosse possível) algum papo entre piranhas, onde uma cutucaria a outra e, apontando para uma vaca sem uma das orelhas e sem o rabo, diria: “Ta vendo aquela mimosa ali? Pois é, tô comendo...”.

Realmente é muito difícil reverter esta atração pela carne, já que uma das poucas vezes em que o homem repugna este hábito é quando ele morde a própria língua, e como já diria aquela velha frase por mim agora parafraseada: “mordida na língua dos outros é refresco”.

Mas voltando as obrigações do dia-a-dia, vamos utilizar como exemplo uma academia de ginástica, onde empregamos esforço, suor e dedicação e isto lembra as atividades exercidas em locais de serviço, algo que queremos distância nas poucas horas de folga que dispomos. Por outro lado, comer guloseimas dá prazer, algo desejável antes, durante e após um estafante dia de trabalho. Tudo isso pode inclusive afetar a pressão arterial. A minha pressão (para se ter uma ideia) é de doze por oito, e seria ótima se não fosse uma pressão do tipo IBOPE (com uma taxa de erro gerando uma diferença de vinte e cinco pontos percentuais, para mais ou para menos).

Enfim, apesar de todas estas ponderações, é importante saber que controlando nosso IMC poderemos viver melhor e postergar para mais tarde a nossa derradeira ida ao IML, e um bom jeito de fazer isso é através de exercícios. Foi por isso que comecei a fazer academia, mas ao contrário de muitos que saem de lá se queixando de dores por todo corpo, comigo isso não aconteceu, ainda ontem fiz minha primeira aula, executando as atividades físicas ao máximo, chegando em casa e me atirando no sofá, sem sentir absolutamente nada, já que não sentia mais os bracinhos, não sentia mais as perninhas, nem o pescoçinho... Putz! Acho que exagerei...


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O texto acima é de Antonio Brás Constante 
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3 comentários:

  1. Catarino, mais uma vez parabéns por abordar esse assunto tão importante. Mas em alguns casos, o IMC não é a melhor forma de saber se a pessoa está acima do peso ideal. Para mais informações, recomendo a leitura deste artigo que publiquei em abril no Doutor Leonardo.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Olá, excelente explicação para todos nossos amigos que queiram realizar o calculo de seu IMC estou deixando um link abaixo para fazer o calculo e rápido e fácil...

    Calculo IMC


    Vale apena fazer!

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