Economia. PIB em alta se sustentará nos próximos anos?

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Critica e Polêmica.Economia. PIB em alta se sustentará nos próximos anos?

O Governo está comemorando a divulgação do crescimento do PIB brasileiro no ano passado. A notícia diz que foi um dos maiores aumentos entre todos os países do mundo. A notícia diz o seguinte:
O sétimo ano consecutivo de crescimento no consumo das famílias brasileiras, que aumentou 7% em 2010, mostra a "qualidade" da expansão da economia brasileira, na opinião do coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Luís Olinto Ramos. "O consumo das famílias nunca caiu, mesmo durante a crise", afirmou.
O IBGE atribui esse resultado ao aumento dos salários e do maior acesso ao crédito para as pessoas físicas.
Dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo instituto mostram que o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, cresceu 7,5% em 2010. Segundo o IBGE, é a maior taxa de expansão desde 1986.
A primeira vista a notícia é muito boa, mas se é tão boa porque o governo está fazendo cortes drásticos no orçamento para conter o crédito e o consumo. Em economia o resultado de uma ação pode se refletir tempos depois.
Veja a frase acima em que o IBGE diz que o resultado do PIB se baseou no aumento salarial e no maior acesso ao crédito. Nos últimos anos o governo estimulou a busca de crédito por todas as pessoas, até quem ganha um salário-mínimo pode se endividar. Com isso o consumo, nos últimos anos, foi maior que comportaria a economia se não houvesse o grande endividamento.
Na verdade a tendência agora é de haver uma diminuição no consumo. As pessoas não terão mais como buscar créditos e a renda estará diminuída, pois irá sofrer o desconto dos valores empenhados no consumo feito. O estímulo ao endividamento foi muito grande, no governo anterior, tanto que, praticamente, todos os aposentados e pensionistas do INSS têm empréstimos consignados e os prazos dos contratos são de cinco anos. Com isso a renda média geral vai ficar 30% menor durante esses cinco anos, sem considerar que muitos renegociam as dívidas em novos prazos para conseguir um pequeno valor novo. Falo em 30% porque é esse o percentual permitido que seja consignado no valor dos benefícios ou nos salários dos servidores públicos nos empréstimos consignados.
Eu acredito que o governo da Presidente Dilma sofrerá mais para manter a economia em crescimento e sem inflação, por isso está tomando medidas antes mesmo de haver sinais mais expressivos dos mercados de capitais e do consumo. Lula colheu os frutos de uma economia que crescia de forma artificial e Dilma terá que pagar a conta.


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