Lei proíbe o uso de termos estrangeiros no RS.

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Lei proíbe o uso de termos estrangeiros no RS.

Aqui no RS a Assembleia Legislativa aprovou uma lei proibindo o uso de termos estrangeiros, não poderemos mais dizer shopping center e outras palavras que já fazem parte do nosso dia a dia. A lei está em mãos do Governador que tem a incumbência de aprovar ou vetar. Os comentários são de que essa lei é mais uma perda de tempo e uma falta do que fazer dos deputados. No jornal Zero Hora foi publicado o artigo abaixo onde David Coimbra satiriza a situação.

O deputado Raul Carrion se irritava com o uso de palavras estrangeiras no Estado.

Aí, o que ele fez?

Uma lei proibindo o uso de palavras estrangeiras no Estado.

Entendo o deputado. Imagine você ter o poder que ele tem, de fazer leis. Você não gosta de algo, vai lá e proíbe. Ou gosta, vai lá e obriga. Deve ser muito bom. MUITO bom. Eu, se fosse deputado, teria prontos diversos projetos de interesse da coletividade. Ou de interesse de parte da coletividade, sobretudo a formada por mim e meus amigos. Cito os 10 mais relevantes. Se você aprovar, talvez vote em mim:

1. Proibiria bares ou restaurantes ou afins de servirem chope ou cerveja quente. Chope ou cerveja, só tinindo, só quase congelados.

2. Proibiria terminantemente o emprego do celular na mesa de bar, incluindo aí o envio e recebimento de torpedos. Na mesa do bar, as pessoas seriam obrigadas a conversar com quem estivesse na mesa do bar, salvo casos de extrema necessidade, como ligar para o amigo a fim de saber como está o outro bar.

3. Proibiria carros com equipamento de som de boate.

4. As mulheres não poderiam mais, nunca mais, usar calças sem fundilhos, as famigeradas (asc!) “saruel”.

5. As mulheres não poderiam mais usar tênis, salvo para a prática de esportes, desde que fizessem o indispensável contraponto com o short curto ou a legging apertada.

6. Os garçons não poderiam mais, nunca mais, empilhar cadeiras sobre as mesas enquanto houvesse um único cliente no bar, salvo exceções, como um cliente que estivesse dormindo em cima do prato de sopa. O cliente, porém, não poderia ser acordado, coitado.

7. Proibiria a dança de paletó e gravata em casamentos. Dançar de paletó e gravata, só se for tango ou bolero. Melhor: proibiria que esposas e namoradas convidassem os respectivos maridos e namorados para “sair para dançar” em qualquer momento de suas vidas, para todo o sempre.

8. Proibiria a execução de axé, pagode, sertanejo e funk em todas as rádios.

9. Criaria a Associação dos Abstêmios Anônimos, entidade de caridade para ensinar a beber os pobrezinhos que não bebem.

10. Proibiria que as pessoas se insultassem por causa de futebol. Ou por causa de barbeiragens no trânsito. Ou por odiar ou amar o PT. Pensando bem, proibiria as pessoas de se insultarem. Salvo exceções, como se lhes fosse servido chope ou cerveja quentes.

Tenho aqui muitos outros projetos de igual interesse público. Eu seria muito mais feliz se pudesse fazer as leis que bem entendesse. Compreendo, portanto, o nobre deputado e não o critico, ainda que o projeto dele seja desperdício de energia e de dinheiro público, ainda que seja ingênuo, ainda que seja inútil, ainda que seja uma bobice, o compreendo. Eu faria igual.

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2 comentários:

  1. Isso aí, teremos que ir ao "chópim" para as compras, para garantir nossos dados no computador faremos um "Becape", e daí ainda teremos que chegar aos "Upigreides". Mixer poderá ser aportuguesado ou teremos que chamar de "Misturador"? O GPS deverá ter sua sigla traduzida, para SPG (Sistema de Posicionamento Global)? Pois é, estas respostas o deputado, espero, deverá nos dar logo.

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  2. Cara, acho que nem isso. Nós fariamos uma cópia de segurança em outro disco rígido, compraríamos ratos ópticos, celulares com telas tocáveis. Para nos encontrarmos, usariamos um localizador global, o cinema ficaria no centro de compras ou, edifício de comércio... e quando sentássemos num restaurante, pediríamos "a lista de opções". Teríamos as vezes "a sensação de já ter vivido/presenciado aquela situação anteriormente" ("Deja vú")...

    E esse deputado é gaúcho??? Duvido! É um fresco, isso sim!

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