Crônica. Um crachá revelador.

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Palavras. Crônica. Um crachá revelador.


Quando eu trabalhava em um banco na cidade de Uruguaiana, RS, era obrigatório o uso de crachá. Era preciso ficar atento para não sair à rua com o crachá preso à camisa. Para um bancário os riscos são grandes, pois algum ladrão pode pensar que estamos a trabalho e portando algum valor em dinheiro que possa ser facilmente roubado.


Uma vez um colega saiu com a esposa para ir ao camelódromo comprar alguma coisa. Em Uruguaiana, nos anos 90, havia uma quantidade infinita de vendedores ambulantes. Havia mais de três quadras de uma rua preenchida de bancas, naquela época os argentinos vinham muito ao Brasil e era preciso estar pronto para vender de tudo. Nas bancas de rua havia tudo o que é tipo de produtos e os moradores também costumavam comprar por lá.

Esse colega saiu com pressa e esqueceu-se de tirar o crachá. Na primeira banca foi atendido e o vendedor sempre lhe chamava pelo nome. Depois de visitar algumas bancas e todos os vendedores terem lhe chamado pelo nome ficou curioso e resolveu perguntar como eles sabiam o seu nome. O vendedor muito esperto disse que era fácil, pois bastava ler o nome que constava no crachá.

Essa história o colega nos contou depois e serviu para rirmos muito. Ele pensando que era uma pessoa muito conhecida, nem desconfiava que o crachá fosse quem estava relevando sua identidade.

Esta é a primeira crônica que escrevo contando as histórias que vivi durante os muitos anos que trabalhei em um banco que me transferia para muitas cidades. Essas mudanças me fizeram conhecer lugares e vivenciar muitas histórias, que aos poucos vou contando aqui.


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Um comentário:

  1. Olá Catarino:

    As melhores histórias de ficção são baseadas em nossa realidade, por isso nossas histórias são melhores que as estórias de ficção.

    Pelo menos seu amigo não foi assaltado, não é mesmo? rs

    ABS

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