Saúde mental. O perigo do auto- bullying.

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Muito se tem falado sobre o bullying, por se tratar de um fenômeno frequente, cada vez mais estudado e constatado em diversos setores da sociedade, sobretudo nas escolas. Provavelmente, ele sempre existiu, causando sérias consequências psicológicas e, muitas vezes, sequelas permanentes.

Há, no bullying, uma tentativa de agredir, causando constrangimento nas vítimas que se encontram numa situação de fragilidade tanto física quanto emocional. Existe o bullying direto, que corresponde à agressão física ou psicológica, diretamente sobre a pessoa, e o indireto, que corresponde à agressão psicológica camuflada, como por exemplo, excluindo o indivíduo de um grupo ou ambiente, evitando o contato de qualquer natureza com a vítima. Trata-se de uma agressão mais velada, porém com consequências até mais graves.

Na prática psiquiátrica diária, tenho constatado uma forma de bullying, que infelizmente passa despercebida por muitos: é o auto- bullying, no qual os agressores estão dentro de cada um de nós. Na maioria das vezes, corresponde a mecanismos inconscientes extremamente prejudiciais, permanentes e limitantes. Faz-se necessário conhecê-los para superá-los e só assim, ter uma vida emocional equilibrada e saudável, sem empecilhos para a livre manifestação do nosso “eu interior”.

Esta forma psicológica de autoagressão é ocasionada por diversos inimigos internos, difíceis de serem constatados. Mecanismos internos – como medos, culpas, conflitos inconscientes, autoestima baixa, auto boicote, sentimentos de não merecimento – podem funcionar como verdadeiros agressores internos que limitam em geral a vida das pessoas podendo causar depressão, ansiedade patológica, dentre outras patologias psiquiátricas.

O autoconhecimento profundo e a psicoterapia são antídotos importantes contra o auto- bullying e suas consequências. O importante é conseguirmos detectar o quanto antes comportamentos repetitivos em nossas vidas, que podem fugir ao nosso controle e nos prejudicar profundamente.

O artigo acima foi escrito pelo médico psiquiatra Luiz Sergio Torres Sobrinho e publicado no caderno Vida do jornal Zero Hora.


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5 comentários:

  1. sinceramente parabéns pelo post de auto-bullying. entretanto, em relação ao bullying exterior muito é falado e pouco é feito. eu já fui agredida de várias maneiras e digo: deixa cicatrizes horríveis e quase nada é feito. Como se as pessoas preferissem assistir à ajudar. Hoje, não deixo na medida do possível que isto afete quem está ao meu redor, e muitas vezes, pela inha conduta as pessoas me olham estranhamente. E aí está a pergunta: o que REALMENTE está sendo feito???

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  2. rir é o melhor remedio

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  3. Já sofri disso,foi um periodo muito difícil pra mim,ao anônimo que disse que rir é o melhor remédio,realmente é, o problema é que quando você está triste o tempo todo,rir não é tão facil.Eu por exemplo,sofri muito,não achava graça de mais nada ,podem achar que eu sou dramático,mas é a pura verdade,só passando por isso pra entender.Tudo só terminou quando eu me mudei,colégio novo,cidade nova,estado novo,ai minha vida mudou completamente,aos que sofrem bullying, acredito que depois de passar por tudo isso,sua vida dá uma guinada imensa,nada te abalará mais,pois você foi ao inferno e voltou. Aconteceu comigo,e acho que acontece com todos os que sofreram bullying pesado que nem eu =)

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  4. mto interessante todas as dicas mas em especial essa. Ainda bem q nunca sobri bullyng!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  5. Enquanto a hipocrisia for dominante no ser humano, tratar de fatores externos é mera remediação.
    Alguém já pensou na hipótese de quem pratica o bullyng tenha problemas, próprios ou de pessoas com quem convive mais intimamente, de auto-bullyng.
    Acredito que tratar a causa seja mais eficiente que cuidar o efeito.

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