Palavras. Como morre um homem

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Palavras. Como morre um homem


Que ninguém pergunte ao vento
como morre um homem.

De ofendido morre um homem
quando do peito perde a palavra
e mais não há por ele o que lutar
e mais não há por nós o que gritar.
Somos esta longa morte
que não cessa de nos assassinar.


Quando cala, morre um homem,
giboso entre o vinho do rei e o bobo,
premonição cega de sonhos indigentes.

Morre um homem quando perde o nome
e tomba sobre ele o silêncio duma paixão
a salgar o cadáver de seu último desejo
Morre um homem quando morre o revide
feito despojo para a gula das aves de rapina.

A poesia acima foi escrita por Paulo Roberto do Carmo, visite o site do autor e leia outras obras, lá você também pode baixar, gratuitamente, os seus livros.

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3 comentários:

  1. Saudações!
    Amigo CATARINO:
    Absolutamente reflexivo e profundo. Uma obra que deve ser guardada sobre a escrivaninha.
    Valeu a pena conferir!
    Parabéns por mais um excelente Post!
    Abraços,
    LISON.

    ResponderExcluir
  2. Lison
    Muito obrigado por sua participação.

    ResponderExcluir

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