Palavras de humor. O que aconteceu em 2011.

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Palavras de humor. O que aconteceu em 2011.

O ano de 2011 foi de substituições, começando com a de Lula por Dilma. A do Palocci pela Gleisi Hoffman. A do Mubarak por uma junta militar. A da Fátima Bernardes pela Patrícia Poeta.

Também foi um ano de quedas: a do Kadaffi, a do Berlusconi, a do programa espacial da NASA, a do Paul McCartney.

Foi o ano em que um casal atraiu a atenção do mundo inteiro, que quis saber tudo sobre sua união, nos menores detalhes. Strauss-Kahn e a camareira do hotel ocuparam a imaginação de todos durante semanas. A união do príncipe William com a plebeia Kate Middleton também foi bastante comentada.

O maior desastre do ano foi o tsunami que arrasou a cidade de Fukushima, no norte do Japão, e atingiu sua usina nuclear. Coisa parecida aconteceu no centro do Japão, em Yokohama, com o time do Santos, felizmente sem vítimas fatais.

O primeiro ministro grego inventou de anunciar um plebiscito para saber se o povo grego apoiava as medidas de austeridade pedidas pela comunidade europeia para resolver sua crise. A comunidade europeia reagiu com horror: “Democracia numa horas destas?!”. O primeiro ministro grego não só teve que desistir do plebiscito como perdeu o cargo, para aprender.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama mudou seu slogan de “Sim, nós podemos” para “Sim, me ferraram” referindo-se à maioria republicana no Congresso que não o deixa governar como queria. No Brasil, o Fernando Henrique bolou uma versão tucana do “Yes, we can”, “Yes, we care”, sim, nos importamos, para dizer que o PSDB também pensa no “social” e não é apenas o Serra e o Aécio se chutando por baixo da mesa. O PT logo adotou sua versão, “Sim, nós pensávamos que podíamos”, o PMDB a sua, “Sim... ou não, depende” e o DEM a sua “Yes, we ...quem?”.

Supondo-se que exista uma espécie de entreposto no Além, onde se faz a triagem das almas, pode-se também imaginar que esteja havendo um atraso na identificação dos mortos do ano, para saber quem sobe e quem desce. A chamada pelas senhas estaria demorada e já estariam havendo reclamações, lideradas pela Amy Winehouse, que ameaça quebrar tudo se o processo não for apressado.

– Pô! Não dá pra pra ver pela cara quem vai pra cima e quem vai pra baixo? – grita Amy.

Só na ala de mortos VIPs lá estão Steve Jobs, Osama Bin Laden, Itamar Franco, José Alencar, Lucien Freud, Ernesto Sabato, John Herbert, Sócrates... Cristopher Hitchens, um dos últimos a chegar, também protesta. Está ansioso para se encontrar com Deus e convencê-lo de que Ele não existe.

Finalmente, alguém vem explicar a demora nas entrevistas. É que a chegada da Elizabeth Taylor alvoroçou todo o mundo. Os entrevistadores abandonaram seus guichês. Estão todos cercando a Elizabeth, pedindo seu autógrafo...

– Hiiiiiii – diz Amy. – Já vi que vamos ficar aqui até o ano que vem.


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Fonte: Autor Luis Fernando Veríssimo. Caderno Donna ZeroHora 
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