O Teste do Psicopata, uma viagem pela indústria da loucura.

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Psicopata, Livro, Leitura, Doenças mentais

Terminei de ler o livro O Teste do Psicopata, uma viagem pela indústria da loucura, escrito por Jon Ronson e traduzido por Bruno Casotti, publicado pela Editora BestSeller em 2014. Neste livro o autor nos mostra as investigações feitas por um jornalista para descobrir se há psicopatas vivendo normalmente entre nós e acaba descobrindo muita loucura no meio psiquiátrico.

A história começa quando o autor do livro, que é jornalista, é chamado para investigar o fato de algumas pessoas terem recebidos, de remetente desconhecido, um livro intitulado O ser ou o nada. O livro continha 42 páginas sendo uma escrita e outra em branco e o texto não levava a nenhuma conclusão do que se tratava.

A leitura é muito fácil e a história se desenvolve de maneira agradável, o autor descobre o remetente do livro misterioso no primeiro capítulo, mas a descoberta o coloca numa maratona de entrevistas em que pretende descobrir se há entre nós, vivendo como pessoas normais, psicopatas. Sua teoria é que há psicopatas dirigindo grandes empresas e que seus crimes são cometidos de forma não punível, como encerrar as atividades de uma grande indústria deixando milhares de pessoas sem emprego e, com isso, arrasando a vida de um cidade inteira.

Um dos personagens mais citadas no livro é Tony que finge ser louco para fugir da punição de um crime que acaba recolhido em um manicômio de onde não consegue mais sair, quanto mais ele tenta explicar que não é louco mais firmes os médicos ficam de que é louco e perigoso. Tony foi considerado extremamente perigoso por ter sido enquadrado em 30 itens de uma lista de 40 feita por um psiquiatra chamado Bob Hare.

No final do livro o autor conclui suas investigações com o seguinte trecho: Acho que o negócio da loucura está cheio de gente como Tony, reduzidas aos seus aspectos mais loucos. Algumas pessoas, como Tony, estão trancafiadas em unidades intensivas por terem tido uma pontuação alta na lista de Hare. Outras aparecem na TV, com seus atributos maçantes, comuns e nada insanos habilmente editados, referências de como não devemos ser. Mas também há pessoas que se encontram no meio do caminho e estão sendo rotuladas de forma exagerada, tornando-se nada mais do que uma grande demonstração de loucura na mente de pessoas que tiram proveito disso.

A conclusão do livro é que as definições de transtornos mentais precisam ser usadas com muito cuidado, pois é praticamente impossível ter certeza de que uma pessoa se enquadra realmente ou foi uma interpretação do aplicador do testo. O próprio autor enquadrou-se em cinco itens da lista que diz detectar se uma pessoa é psicopata. Há um grande risco de diagnóstico errado, principalmente, quando o aplicador, ou a empresa em que trabalha, tem interesse em manter o avaliado em tratamento.

Sobre o assunto psicopatas sugiro a leitura do artigo: Psicopata, o perigo ao nosso lado.

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